CBI investe 1,5 milhões em linha de alfaiataria por medida

O grupo CBI aguarda a luz verde do Portugal 2020 para avançar com um investimento de 1,5 milhões de euros na modernização da sua participada Amma 1981, em Arganil, designadamente numa nova linha de alfaiataria industrial por medida.



Francisco Batista, líder da CBI, tomou conta da Amma em 2017, na sequência de um acordo com os principais credores, garantindo o emprego a 160 trabalhadores e ficando com instalações, equipamento produtivo e marca (Carlo Visconti) desta empresa, no entretanto rebatizada Amma 1981-Têxtil.

“Estamos a preparar um novo ciclo, de consolidação de estruturas e mercados, após um período de 12 anos em que atravessamos uma fase de crescimento exponencial”, explica Francisco Batista, administrador e fundador deste grupo de confeções que tem o centro de gravidade em Mangualde e fechou 2018 com um volume de negócios próximo dos 30 milhões de euros.

Em 2007 – quando Francisco Batista e a sua equipa assumiram sozinhos a liderança desta fábrica de confeções -, a CBI ocupava uma área de 600 m2 e tinha 150 trabalhadores. Hoje as suas instalações industriais em Mangualde compreendem uma área coberta de 10 mil m2 (dos quais três da CBI 2, a primeira fábrica industrial de fatos por medida criada de raiz no nosso país), onde trabalham 400 pessoas.

O grupo CBI integra ainda AfroPants, em S.Vicente (Cabo Verde), que além de fabricar 1500 calças/dia passou agora a produzir também casacos de senhora.

“Estamos a reestruturar-nos no sentido de sermos mais polivalentes e de subirmos na cadeia de valor, de maneira a fornecermos clientes de segmentos cada vez mais altos, que possam pagar para produzirem em Portugal”, diz o administrador do grupo CBI, que conta já na sua carteira de clientes com marcas como a Massimo Dutti, Polo Ralph Lauren, Calvin Klein ou Sacoor.

Desde há cinco anos que a CBI conta a colaboração de um alfaiate italiano, que passa duas semanas por mês em Mangualde a criar escola, formando pessoas nos princípios da alfaiataria italiana clássica, substituindo o termocolado pelo manual.

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