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Agência LUSA
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24 de jan. de 2017
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Calçado nacional prepara a sua entrada nos Estados Unidos

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Agência LUSA
Publicado em
24 de jan. de 2017

A participação em feiras e missões empresariais e uma campanha de imagem “cirúrgica” são os instrumentos previstos nos próximos anos pela estratégia promocional do calçado português que, além dos tradicionais “mercados alvo” europeus, tem como “grande aposta” os EUA.

“No que se refere aos mercados alvo importa, por um lado, reforçar a aposta nos grandes mercados tradicionais do setor e, se possível, aumentar a quota do calçado português face a uma concorrência muitíssimo agressiva”, refere a Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS).


Destacando os casos de França, Alemanha, Holanda, Espanha, Reino Unido, a associação recorda que estes mercados, em conjunto, são o destino de quase três quartos das exportações portuguesas, pelo que “o desempenho que o calçado aí tenha será determinante para o futuro do ‘cluster’ português de calçado”.

A par destes destinos, a estratégia promocional definida pela APICCAPS passa também pelo reforço da “aposta em mercados menos tradicionais, onde existem oportunidades de crescimento significativo”, de que é exemplo o “trabalho continuado” que já vem sendo feito na Colômbia e a que “haverá que dar sequência, embora com uma progressiva ‘normalização’, em 2016 e 2017”.

Outro destino promocional “menos tradicional” a privilegiar será o Japão, que já “tem vindo a ser objeto de uma atenção especial”, mas a “grande aposta” assumida pela associação para “os próximos anos” são os EUA.

Embora o programa de ação promocional do calçado português priorize a atuação nestes mercados, “não se limita a eles”: “O ‘cluster’ exporta para quase todos os países do mundo e o programa de ação procura criar condições para que as exportações possam continuar a crescer e a ganhar diversidade geográfica”.

Por outro lado, refere, “a importância que se atribui a um mercado não é necessariamente proporcional às iniciativas que nele se levam a cabo” e o facto é que “a promoção internacional da indústria do calçado tem passado por um processo de concentração em grandes feiras ‘plataforma’ a que afluem compradores de todo o mundo”.

“A importância da theMicam e da Expo Riva Schuh para o ‘cluster’ português de calçado é muito superior à que resultaria das exportações nacionais para Itália, país onde se realizam. E, pese embora a grande importância do mercado alemão para o calçado português, a presença na GDS resulta também do impacto que tem noutros países do Centro e Leste da Europa”, nota.

Segundo os dados da APICCAPS, as vendas do calçado português para o exterior cresceram 44% nos últimos cinco anos, tendo aumentado “para todos os 20 principais mercados” do setor, “com exceção do Reino Unido”.

E, “embora as exportações continuem a apresentar alguma concentração nos grandes mercados europeus, as taxas de crescimento mais elevadas foram obtidas em mercados não tradicionais do setor, que configuram oportunidades de diversificação: China (3108%), Emirados Árabes Unidos (608%), EUA (461%), Austrália (363%) e Polónia (295%)”.

No mesmo período, acrescenta a associação, “o preço médio de exportação aumentou 24%, em consonância com o objetivo de afirmar a sofisticação e a qualidade da oferta nacional”.

Este ano, a estratégia promocional da APICCAPS prevê a participação de um “número recorde” de 200 empresas portuguesas em ações promocionais em 16 países cuja aposta é a consolidação das vendas para a Colômbia, Chile e Peru e preparação da entrada nos EUA.

O plano promocional do setor do calçado para 2017 integra a “estratégia de internacionalização de longa duração” que a associação acredita estar no “crescimento contínuo” das exportações setoriais nos últimos anos, tendo 2016 sido “o sétimo ano consecutivo de crescimento das vendas de calçado português no exterior”.

E – destaca a APICCAPS – “se 2016 foi o ano que iniciou a aposta no mercado japonês, 2017 será simultaneamente um ano de consolidação estratégica (em mercados como a Colômbia, Chile e Peru, ao fim de três anos) e de preparação para a entrada em novos mercados (EUA em 2018)".

Portugal exporta anualmente 98% da sua produção de calçado, o equivalente a 70 milhões de pares e 1.900 milhões de euros, para 152 países, nos cinco continentes.

Segundo dados do World Footwear Yearbook, de 2015, Portugal é surge em 18.º na lista de maiores produtores mundiais, em termos de quantidade, e em 13.º lugar no que diz respeito ao valor das exportações.

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