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Agência LUSA
Publicado em
11 de mar. de 2022
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Calçado português aposta na produção, Itália e Espanha diversificam estratégia

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Agência LUSA
Publicado em
11 de mar. de 2022

O peso relativo da indústria europeia de calçado recuou drasticamente nas últimas décadas, de 30% da produção mundial nos anos 80 para os atuais 3,2%, tendo os principais produtores europeus - Itália, Espanha e Portugal - apostado em diferentes estratégias.


A indústria portuguesa de calçado exportou 1.676 milhões de euros em 2021, mais 12% face a 2020 - Foto: Duong Tran Quoc - Unsplash


“Ainda que 2020 seja um ano atípico, fruto do profundo impacto da pandemia no setor, que implicou uma queda da produção em 15,8% face a 2019, certo é que a Ásia respondeu por nove em cada 10 pares de calçado produzidos à escala mundial”, aponta uma análise divulgada pela Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Seus Sucedâneos (APICCAPS) no âmbito da feira internacional MICAM, que decorre de domingo a terça-feira em Milão, Itália.

Desta análise resulta ainda que os principais players de calçado europeus, designadamente a Itália (13.º produtor mundial em 2020), Espanha (17.º) e Portugal (20.º), adotaram “dinâmicas de intervenção distintas”, com Portugal a apostar na produção e Itália e Espanha a diversificarem a estratégia no sentido da reexportação.

Assim, a Itália, que desde há muito é o produtor de calçado de referência, registou uma quebra na produção na ordem dos 35% na última década, para cerca de 131 milhões de pares em 2020, muito longe dos 300 milhões de pares que chegou a produzir e, depois, exportar para todo o mundo.

Já a produção espanhola recuou de 95 para 72 milhões de pares no espaço de uma década (queda de 24,2%), enquanto Portugal, pelo contrário, desde 2010 aumentou a produção em 6,5%, para 66 milhões de pares.

De realçar ainda, segundo a APICCAPS, que a indústria polaca, “muitas vezes entendida como um potencial concorrente”, diminuiu a produção em 20%, para 24 milhões de pares, embora o maior “trambolhão” seja o da Roménia, cujo setor do calçado produziu menos 75% entre 2010 e 2020 (de 62 para 15 milhões de pares).

Numa “análise mais fina”, a associação nota que, “enquanto a exportação em valor estacionou em Portugal desde 2010 (ligeiro recuo de 0,9% no espaço de uma década), países como Itália, não obstante o recuo em quantidade (menos 26% dos pares exportados no espaço de uma década), conseguiram aumentar as vendas ao exterior”.

O “segredo”, explica, estará na “capacidade de reexportação”.

Isto porque Itália exporta atualmente bastante mais calçado do que aquele que produz (exportou 164 milhões de pares, mas produziu apenas 131 milhões), o mesmo acontecendo com Espanha, que exportou praticamente o dobro do que produziu.

Já as exportações polacas aumentaram 285%, para 123 milhões de pares em 2020, o que compara com os 32 milhões de pares exportados em 2010.

“O modelo de negócios destes países parece, agora, assemelhar-se ao de países como Alemanha (38 milhões de pares produzidos em 2020 e 301 milhões exportados) e França (14 milhões produzidos em 2020 e 107 milhões exportados), mas ainda longe da estratégia da Bélgica (que, sem produção, exporta mais de 243 milhões de pares) ou, mesmo, da Holanda (que produziu um milhão de pares e exportou 162 milhões em 2020)”, refere a APICCAPS.

Para esta análise a associação traz ainda a Turquia, “um dos grandes produtores mundiais de calçado que, muitas vezes, se parece intrometer no ‘status quo’ estabelecido” e, atualmente, produz praticamente o dobro de Itália, Espanha e Portugal…juntos.

“Com a particularidade de se estender do leste da Europa ao oeste da Ásia e mantendo conexões culturais com os antigos impérios grego, persa, romano, bizantino e otomano, a Turquia produziu, em 2020, 487 milhões de pares de calçado, um acréscimo de 180% numa década”, salienta a APICCAPS.

De acordo com a associação, “também nos mercados externos a indústria turca vai dando sinais”, exportando hoje um total de 289 milhões de pares de calçado, em especial para o Iraque (56 milhões de pares), Espanha (4,6 milhões de pares) e Rússia (4,4 milhões de pares), e perfilando-se como o 5.º exportador mundial de calçado.

Ainda assim, este volume representa, em valor, apenas 463 milhões de dólares (cerca de 423 milhões de euros), já que o preço médio do calçado exportado pela Turquia se ficou pelos 2,78 dólares (2,54 euros) em 2020, o que compara, por exemplo, com um preço médio de 4,79 dólares (4,38 euros) do calçado exportado pela China ou de 27,80 dólares (25,55 euros) do calçado português.

PD // CSJ (Lusa)

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