Câmara de Coimbra quer “integrar bem no tecido urbano” os novos empreendimentos

Coimbra – O presidente da Câmara de Coimbra, Manuel Machado, disse que o município está “empenhado em acolher bem empreendimentos geradores de emprego e de riqueza”, mas também quer que “sejam integrados com qualidade no tecido urbano”.

O autarca falava, na manhã desta quarta feira (20), numa sessão pública para “dar a conhecer e prestar esclarecimentos sobre o Estudo de Impacte Ambiental da loja que a empresa IKEA Portugal – Móveis e Decorações, pretende construir” naquela cidade, no Planalto de Santa Clara. “É desejável um bom acolhimento” de unidades que criem postos de trabalho e riqueza, como sucede com o projetado estabelecimento da IKEA, que “é uma iniciativa empresarial relevante”, desde que sejam “integradas com qualidade no tecido urbano”, sustentou o autarca.
Uma unidade Ikea já instalada em Portugal

A apresentação pública do estudo de impacto ambiental, por técnicos da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, no salão nobre da Câmara Municipal de Coimbra, enquadra-se naquela perspetiva, disse Manuel Machado, considerando que este tipo de envolvimento da autarquia na iniciativa também pretende alertar os munícipes para a importância da sua participação no debate público do projeto, com os seus “contributos e críticas”.

Os acessos à unidade comercial que a multinacional preconiza instalar em Coimbra foi um dos aspetos que mais questões suscitou por parte dos participantes na sessão, designadamente em relação ao impacto de ruído que o tráfego automóvel poderá causar.

O presidente da junta da União de Freguesias de Santa Clara e de Castelo Viegas (em cuja área será implantada a loja), José Simão, defendeu uma ligação da zona onde será construído o estabelecimento, junto a um centro comercial, direta ao IC2, designadamente para não sobrecarregar de trânsito a rotunda do Almegue, nó de ligação do IC2 e da variante de Taveiro ao centro da cidade.

Projetada para se desenvolver em dois pisos acima do nível do solo e com cerca de 500 lugares para estacionamento automóvel, a loja do IKEA em Coimbra, deverá criar, de acordo com o projeto, 230 postos de trabalho diretos e cerca de uma centena de empregos indiretos. O estudo do impacto ambiental do projeto está em discussão pública até 12 de dezembro.

Foto: Divulgação

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