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Estela Ataíde
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14 de nov. de 2018
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Centros comerciais: mercado europeu contrai-se no primeiro semestre de 2018

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
14 de nov. de 2018

Um milhão de metros quadrados de centros comerciais foram entregues na Europa no primeiro semestre, uma queda de 10% em relação ao mesmo período de 2017. As áreas em construção, por seu lado, caíram 11%, e até 25% na Europa Ocidental. Sinal de um mercado que "atingiu a maturidade", diz a Cushman&Wakefield.


Centro Comercial Vasco da Gama - Radu Bercan / Shutterstock.com


Enquanto os profissionais internacionais de imobiliário se encontrarão no salão Mapic, em Cannes, de 13 a 16 de novembro, a análise da Cushman&Wakefield lembra que um terço dos 166 milhões de metros quadrados de centros comerciais europeus foi construído há mais de 20 anos. Assim, a média de construção de novas superfícies, que foi de 5,4 milhões nas duas últimas décadas, transformar-se-á agora em 3,5 milhões em 2018 e 2019. Um amadurecimento que, para a empresa, não exclui excelentes oportunidades de redesenvolvimento.

"No segundo semestre de 2018, como no primeiro semestre de 2019, o ritmo de entregas diminuirá, com apenas 2,1 milhões de m² de novos espaços previstos na Europa, uma queda de 25% num ano", indica o estudo. Paralelamente, o mercado da Europa Central e de Leste, menos maduro, assistiu (NR: no primeiro semestre de 2018) à criação de 676.000 m² de superfícies: um valor em baixa de 18% em termos homólogos, que coloca o total do parque em 57 milhões de m². A produção nova irá recuperar ao longo dos próximos 18 meses, com quase 4 milhões de m² anunciados, um declínio de 2,4% num ano.

Na Europa Ocidental, o país mais ativo no primeiro trimestre foi o Reino Unido, com 90.000 m² inaugurados, incluindo 69.000 m² de extensões. França vem a seguir com 83.000 m², enquanto a queda de 24% esperada para o ano em curso deverá ser compensada pelo aumento de parques empresariais (+ 27%) e centros de marcas (+ 5%). A Alemanha deve, por seu lado, inaugurar 200.000 m² no segundo semestre e no primeiro semestre de 2019, incluindo um quarto de extensões.

A empresa também assinala a calma do mercado turco, que só se fortaleceu em 358.000 m² no primeiro semestre, uma queda de 40%, enquanto os semestres seguintes deverão registar novas quedas de 30% e 19%, respetivamente. Um declínio apoiado pela volatilidade da moeda. Na Rússia, o contexto de consumo moderado contraiu as entregas do primeiro semestre em 7%, enquanto o volume de entregas esperado, de 570.000 m², é o mais baixo desde 2004.

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