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Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
19 de fev. de 2018
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3 Minutos
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Chanel compra participação na Farfetch para conseguir um impulso digital

Por
Reuters API
Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
19 de fev. de 2018

A marca de moda francesa Chanel comprou uma participação minoritária na retalhista online britânica Farfetch no âmbito da sua estratégia para desenvolver serviços digitais como chats para conectar os clientes da marca com os assistentes de loja, anunciaram as empresas na segunda-feira.


Chanel - primavera-verão 2018 - Alta Costura - Paris - © PixelFormula


Um pouco por todo o mundo, as empresas de bens de luxo estão a tentar expandir os seus serviços digitais para atrair clientes mais jovens ou clientes mais experientes em tecnologia.
 
A Chanel, marca famosa pelos seus fatos em tweed e carteiras em couro acolchoado, tem estado distante do esforço da indústria para se mover no sentido das compras online, decidindo não lançar vendas online do seu vestuário e artigos de couro.

Com o novo acordo, a empresa não irá vender os seus produtos através da Farfetch, mas trabalhará com a plataforma durante os próximos anos no desenvolvimento de inovações digitais no âmbito dos serviços ao cliente, disse Bruno Pavlovsky, presidente de moda da Chanel.

Estas poderiam incluir aplicações para smartphones que permitem ao cliente indicar online as suas preferências e tamanhos antes de entrar na loja, o que significaria que os assistentes poderiam dar resposta às suas necessidades ou ajudá-lo, por exemplo, a encontrar um artigo visto numa revista, acrescentou o responsável.
 
“Trata-se de enriquecer a nossa relação com os nossos clientes”, disse Pavlovsky à Reuters, acrescentando que a Chanel não está a tentar uma abordagem “Big Brother”, monitorizando os clientes, estando sim a oferecer um serviço àqueles que desejam uma assistência mais personalizada. Pavlovsky não forneceu detalhes financeiros sobre a parceria.

Há muito que se fala na entrada da Farfetch no mercado de ações, e alguns bancos de investimento têm estado recentemente a argumentar a favor de uma potencial entrada em bolsa nos Estados Unidos no final deste ano, revelaram fontes em janeiro. Outros investidores da Farfetch incluem a retalhista online chinesa JD.com, a empresa de investimentos francesa Eurazeo e o investidor estatal de Singapura Temasek.
 
A plataforma de compras da retalhista online conecta os compradores com artigos de luxo de mais de 700 lojas em todo o mundo. A marca também investiu no desenvolvimento de funções digitais para lojas, que podem ser adaptadas às necessidades dos seus parceiros.
 
A britânica Burberry anunciou na quinta-feira que se irá associar à Farfetch.

“O desafio para a nossa indústria do luxo é que os nossos clientes estão habituados a experiências ultrapersonalizadas”, afirmou José Neves, fundador e CEO da Farfetch. “Quando entramos numa loja, as pessoas não nos conhecem.”
 
A Chanel já oferece a clientes selecionados algum apoio digital, mas pretende tornar este serviço mais amplamente disponível, disse Pavlovsky, acrescentando que a empresa deverá começar a testar novos serviços este ano.

A Chanel possui cerca de 200 lojas e vende cosméticos, óculos e perfumes online, mas diz que vender outros artigos online tornaria a marca menos exclusiva.
 
Rivais como a Louis Vuitton, da LVMH, a Gucci, da Kering, ou a Hermès optaram por um caminho diferente, vendendo mais online para aumentarem as vendas.

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