Chanel cria cargo de diretora de diversidade e inclusão

Num momento em que as grandes marcas de moda enfrentam regularmente controvérsias sobre questões de apropriação cultural, racismo ou sexismo, a Chanel acaba de contratar Fiona Pargeter para o cargo recém- criado de diretora global de diversidade e inclusão, revelou o Business of Fashion.


Chanel - Desfile de Alta Costura - outono-inverno 2019/20 - PixelFormula

No perfil do LinkedIn de Fiona Pargeter, consta a sua chegada à marca francesa em julho deste ano. A executiva trabalhou no banco suíço UBS baseada em Londres como responsável por diversidade e inclusão para a região EMEA durante cinco anos. Fiona é formada em psicologia e ingressou no banco em 1999 como estagiária.

"Diversidade e inclusão são assuntos supervisionados há alguns anos pelo nosso responsável por engagement e comunicação no departamento de recursos humanos e organização. Fiona Pargeter junta-se à Chanel como diretora de diversidade e inclusão para fazer evoluir a nossa abordagem atual e continuar a apoiar o nosso impulso relacionado com esses temas", disse a marca à FashionNetwork.com.

A marca de luxo, cuja sede está estabelecida em Londres desde 2017, está atualmente a construir novas referências após o falecimento de Karl Lagerfeld, seu diretor artístico durante 35 anos, em fevereiro passado. Virginie Viard, a sua substituta, apresentou um segundo desfile de moda altamente aclamado no início de julho, durante a Semana da Alta Costura.

Recentemente, a empresa anunciou ter registado resultados anuais estelares.Em 2018, a maison independente fundada em 1910 por Gabrielle Chanel viu as suas vendas aumentarem 10,5% para 11,12 mil milhões de dólares. O seu lucro operacional, por sua vez, aumentou 8% para 2,99 mil milhões de dólares, com uma margem de 26,9%.

A Chanel não é a primeira empresa de luxo a realizar uma reflexão sobre a inclusão. Afetada por um escândalo nas redes sociais após a venda de uma sweater preta que evocava uma "blackface", a Gucci anunciou em março de 2019 o financiamento de mais de 10 milhões de dólares para lançar o programa "Gucci Changemakers", com o objetivo de "fazer uma poderosa mudança no mundo da moda, fortalecendo o impacto social e o relacionamento com as comunidades sociais". No início deste ano, a Prada anunciou a criação de um Comité Consultivo para Diversidade e Inclusão.

Traduzido por Novello Dariella

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