Chanel reafirma a sua independência com aumento nas vendas e receita

O grupo de moda de luxo Chanel cujo designer de culto Karl Lagerfeld faleceu no início deste ano, anunciou na segunda-feira (17) que registou um aumento nas vendas e receita no ano passado e, mais uma vez, reafirmou a sua independência e declarou que não está à venda.


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A Chanel  informou que a sua receita aumentou 12,5%, para 11,12 mil milhões de dólares em 2018, enquanto o seu lucro líquido aumentou 16,4% para 2,17 mil milhões de dólares. A marca francesa de moda, conhecida pelos seus casacos de tweed e carteiras acolchoadas, cresceu em todos os mercados e, pela primeira vez, a região da Ásia-Pacífico teve um aumento de 19,9% nas vendas, em comparação com um aumento de 7,8% na Europa e 7,4% na região das Américas.

A decisão da marca de começar a anunciar os seus resultados financeiros pela primeira vez desde a sua fundação em 1910 por Coco Chanel aumentou a especulação de que o grupo estaria a preparar-se para uma venda, apesar das constantes negações. O CEO da empresa, Philippe Blondiaux, disse à Reuters que a empresa não está à venda e que não há planos para que seja listada na bolsa de valores.

"Temos que conviver com o facto de que somos uma das marcas mais desejadas no mercado e, infelizmente, esses boatos vão sempre aparecer", afirmou Philippe Blondiaux. “A Chanel precisa de permanecer independente para ter a liberdade de tomar decisões que vão contra a corrente, como parar de usar peles de animais exóticos ou harmonizar os preços", acrescentou.

Em maio, a nova diretora criativa da Chanel, Virginie Viard, apresentou a sua primeira coleção para a marca após a morte de Karl Lagerfeld. Philippe Blondiaux disse que a Chanel quer que Virginie Viard permaneça na marca por muito tempo.

Traduzido por Novello Dariella

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