China exporta para os EUA roupa feita por prisioneiros

Peças de roupa fabricadas em campos de internamento na China, onde se estima que mais de um milhão de muçulmanos estão detidos e sujeitos a doutrinação política, poderão estar a ser vendidas nos EUA, noticia a Associated Press.



A agência norte-americana descreve um complexo na região de Xinjiang (no extremo noroeste da China), com mais de 30 dormitórios, escolas, armazéns e oficinas, rodeado de arame farpado e centenas de câmaras de vigilância, enquanto dezenas de polícias armados guardam a entrada.

Atrás dos portões, trancados, homens e mulheres costuram vestuário desportivo que posteriormente é exportado para o Ocidente. A investigação da Associated Press detetou encomendas a um dos campos de internamento no Xinjiang feitas pela Badger Sportswear, um importador do Estado norte-americano da Carolina do Norte.

O governo de Pequim alega que os campos são centros de “formação vocacional”, destinados a treinar uigures e cazaques, parte de um plano para trazer estas minorias étnicas muçulmanas para o mundo “moderno e civilizado” e eliminar a pobreza no Xinjiang.

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