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Novello Dariella
Publicado em
4 de dez de 2020
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Chloé anuncia afastamento de Natacha Ramsay-Levi da direção artística

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
4 de dez de 2020

Como o site FashionNetwork.com previu no início de 2020, a maison parisiense do grupo Richemont está a separar-se da sua diretora criativa, após quatro anos de colaboração. O nome do sucessor ainda não foi revelado.


Chloé regista perdas de 100 milhões de euros em 2019 e a sua diretora criativa deixa o cargo vago em 2020


Oficialmente, a estilista francesa explicou que se trata de uma decisão relacionada com a evolução da sua carreira. "Durante os quatro anos de colaboração, tive o grande privilégio, com o apoio das equipas da Chloé, de expressar a minha própria criatividade, enquanto reorientava a marca para o compromisso de Gaby Aghion com a liberdade intelectual e os valores fundamentais que nos unem a todos. Quero agradecer à Chloé esta oportunidade. Também estou grata pelo apoio dado à minha decisão de deixar o cargo", declarou Natacha Ramsay-Levi num comunicado.
 
“Eu faço-o com um sentimento de esperança para o desenvolvimento desta grande marca e para o seu compromisso renovado com uma feminilidade significativa e poderosa. Durante os últimos meses de turbulência na saúde e na economia, tenho pensado sobre as mudanças que desejo ver no nosso setor e a forma de as alinhar com os meus próprios valores criativos, intelectuais e emocionais. É essa reflexão que me faz ver o meu futuro de uma forma diferente e desejar buscar novas oportunidades”, explicou.

No comunicado à imprensa, Riccardo Bellini, CEO da Chloé, que entrou para a empresa há um ano, agradeceu a Natacha Ramsay-Levi pelo investimento e comprometimento. “A contribuição de Natacha para a Chloé marcou esta marca pela inteligência que inseriu à linha da sua fundadora”, disse Bellini. “Natacha agora faz parte de uma tradição de mulheres à frente da direção de arte da qual nos orgulhamos. A sua criatividade e visão contribuíram para escrever um capítulo significativo e forte da nossa história”.

Uma visão que, segundo fontes consultadas no início do ano pelo FashionNetwork.com, não trouxe bons resultados em termos de vendas. Um critério que o próximo diretor artístico certamente terá de validar. A Chloé anunciou que comunicará a nova organização numa data posterior.
 
Dentro do grupo Richemont, as marcas de moda são classificadas na categoria “Outros Negócios”, que representa 13% da atividade, e inclui nomes como a Dunhill, Peter Millar, Montblanc, Alaïa ou Serapian. Em setembro de 2019, a Chloé detinha 228 pontos de venda, 124 deles gerenciados diretamente. Em 2019, a divisão “Outros Negócios” atingiu um volume de negócios de 1,88 bilhões de euros, +2%, mas registou perdas de 100 milhões de euros.
 

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