Christian Dior inspira-se nas cariátides para a sua Alta Costura

A arte de usar referências artísticas para inspirar moda inovadora foi poucas vezes tão bem expressa como no último desfile de alta costura da Christian Dior, onde o tema principal foi a complementaridade das profissões e as habilidades na arquitetura e na moda.
 

Christian Dior - Alta Costura - outono-inverno 2019-2020 - Paris.

Esta alta costura arquitetónica foi apresentada no mais recente desfile memorável da designer Maria Grazia Chiuri num palco criado por Penny Slinger, instalado dentro dos grandes salões da loja da empresa, na Avenida Montaigne, em Paris.

Ironicamente, o desfile aconteceu alguns dias antes da marca iniciar uma maciça reconstrução da sua sede histórica na mesma avenida.
 
A coleção retomou os dias de glória de Monsieur Dior e a sua obsessão pelo preto. Três quartos dos looks  eram dessa cor. No entanto, foi muito Dior, mas nos termos de Maria Grazia Chiuri, com foco numa visão elegante da feminilidade moderna.
 
A criadora fez referência ao célebre crítico de arquitetura Bernard Rudofsky, que via as roupas como construções criativas que imaginavam formas completamente novas para a silhueta humana.


Christian Dior - Alta Costura - outono -inverno 2019-2020 - Paris

Chiuri testou o seu atelier com looks estupendos, feitos com espartilhos perfeitos e vestidos fluidos extravagantes. Os mais reveladores foram as femmes fatales, com um quê de viúvas escocesas, que usavam vestidos até ao chão em combinações fabulosas de malha, gaze, penas, guipir e rendas.
 
"É sobre respeitar e cumprimentar todas as grandes mulheres e musas da maison Dior", disse Chiuri, cujo único arrependimento foi ter de realizar um segundo desfile, devido ao espaço restrito dentro do salão histórico da Dior. "Um vestido é uma obra de arquitetura, concebida para tornar as proporções do corpo de uma mulher mais sublimes", dizia a citação de Monsieur Dior na nota do desfile. 


Christian Dior - Alta Costura - outono-inverno 2019-2020 - Paris

Monsieur, como lhe chamam na Dior, certamente teria adorado o final do desfile. A última entrada mostrou uma réplica exata de um espartilho em ouro do número 30 da Montaigne Avenue, o prédio original que Dior escolheu para abrigar a sua maison de alta costura depois da guerra.
 
A flagship da Dior será reformada e permanecerá fechada durante mais de um ano. Durante esse período, a Dior abrirá uma grande loja pop-up no número 127 da Avenida Champs Elysées, sobre a qual ficarão os escritórios dos altos executivos.
 
"Estarei no topo da loja com a minha própria chave para descer e abriremos a nova boutique na segunda-feira, 15 de julho, na manhã seguinte ao Dia da Bastilha", explicou o diretor executivo, Pietro Beccari.

Traduzido por Novello Dariella

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