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Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
25 de jan. de 2022
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4 Minutos
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Christian Dior: couture da comunidade criativa

Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
25 de jan. de 2022

Uma exposição coletiva da Christian Dior, na segunda-feira (24 de janeiro), com uma coleção sóbria e sombria de couture internacional, onde a mensagem chave foi menos a visão de uma designer singular do que um esforço coletivo de equipa.
 

 


Assim, a chave para esta coleção foi a sinfonia da moda como resultado de um grande atelier de alta costura, e as roupas expressaram todas proporções harmoniosas e experimentação subtil.
 
"Penso que demasiadas pessoas julgam que a moda e mesmo a alta costura tem tudo a ver com um único costureiro e com a estreia do atelier a realizar a sua visão e é tudo. Especialmente neste momento, durante esta pandemia. Mas a alta costura é um enorme esforço coletivo de centenas de pessoas qualificadas, que trabalham arduamente para realizar algo novo e único", insistiu Maria Grazia Chiuri, numa antestreia no domingo (23) no seu atelier no Sena.

Desde a abertura, a pureza da linha foi preeminente nesta coleção de alta costura para a primavera-verão 2022: desde a brilhante blusa de organza estampada e saia expansiva até ao casaco de sarja de lã preta. Embora este fosse também um Dior desportivo, com fatos de patchwork em tons de preto e prata, mais uma vez rematados por bordados à mão perfeitos. Do tipo que só se vê realmente numa passerelle de Paris.

Por sua vez, o casaco de Chiuri de lã crua e de comprimento até meio da coxa, cortado em A – terminado numa tapeçaria de tranças, cacos e mini cordas prateadas – estava perfeito; e foi elegantemente combinado com meias de rede incrustadas de pérolas e um novo sapato de alta costura muito distinto: um sapato fechado coberto de pérolas habilmente pregadas, missangas, diamantes cortados em losangos ou fiadas cinzentas habilmente costuradas.

Durante todo o processo, a couturier trabalhou com uma paleta muito apertada e concentrada em cru, lamé prata, ouro velho – e, claro, o cinza pomba da Dior.

Para a noite, propôs vestidos de linha A em crepe macio, cortados com as costas abertas; vestidos de tule plissado em cascata em muitos tons de cinzento brilhante e um volumoso vestido de reverendo branco com bolsos laterais. Tudo elegante e feminino.

Numa justaposição impressionante, Chiuri encomendou a dois brilhantes artistas indianos, Manu Parekh e Madhvi Parekh, a criação de obras de arte gráficas ousadas, referenciando a cultura indiana, e concentrando-se nos muitos deuses do país; na vida na aldeia; no misticismo; e acima de tudo na deusa Kali.

Estas pinturas foram por sua vez transformadas em enormes tapeçarias de três por cinco metros, bordadas em algodão orgânico, e produzidas pelos estudantes e graduados da Chanakya School of Craft em Mumbai (Bombaim). Este foi um belo pano de fundo para o show.
 
"É uma verdadeira honra para a nossa equipa trabalhar com uma maison tão prestigiada como a Dior. Especialmente, porque esta grande maison parisiense escolheu um casal de grandes artistas indianos modernos. O país inteiro está orgulhoso", explicou Karishma Swali, diretor criativo da Chanakya, e um velho amigo de Chiuri.

Karishma encontrou pela primeira vez Maria Grazia Chiuri em meados dos anos 90, quando esta estava a desenhar para a Fendi, e quis bordar flores de tecido no saco da marca romana.
 
A sua última união resultou numa bela instalação dentro da tenda do desfile de moda Dior, no jardim do Museu Rodin. Tornar-se-á também uma exposição aberta ao público durante os próximos seis dias, dando continuidade a uma ideia inovadora iniciada com a Dior quando a artista americana Judy Chicago criou uma instalação gigante do corpo feminino noutra exposição no Museu Rodin para a maison.
 
A Dior tem vindo a colaborar com a escola de Mumbai desde 2016, ajudando a financiar uma escola de artesanato para mulheres na cidade, uma mudança vital numa cultura onde estas competências eram historicamente dominadas pelos homens.
 
"Penso que este tipo de colaborações são essenciais, duplamente, durante Covid, onde a vida se tornou uma série interminável de Zooms. Também acredito que estas habilidades especiais feitas à mão são subvalorizadas por muitas culturas, precisamente porque eram frequentemente feitas por mulheres", salientou Maria Grazia.

"Se pensarmos bem, é incrível que no meu país, a Itália, não exista um museu de moda. Que se tenha de ir ao V&A em Londres ou ao Louvre em Paris para ver uma exposição do meu trabalho para a Dior. Senti-me muito honrada. Há museus de moda em Londres, Nova Iorque e Paris, mas não em Roma. Inacreditável", lamentou a couturier nascida em Roma.
 

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