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24 de nov. de 2022
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Comércio de rua: Chiado é a localização mais cara de Portugal

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24 de nov. de 2022

A zona do Chiado, em Lisboa, ocupa o 27.º lugar na mais recente edição do ranking mundial Main Streets Across the World, da Cushman & Wakefield, que analisa localizações de retalho nas principais 92 cidades do mundo.
 

Fachada da loja da Calzedonia no Chiado - Fotografia: Divulgação


Nesta 32ª edição do estudo da consultora de serviços imobiliários, a Quinta Avenida, em Nova Iorque, é a localização de comércio de rua mais cara do mundo, recuperando uma liderança perdida em 2019 para Causeway Bay, em Hong Kong. Atualmente, as rendas na icónica avenida nova-iorquina ascendem a uma média de 21.076 euros anuais por metro quadrado. Hong Kong chega no segundo lugar da tabela, mas agora representada pela Tsim Sha Tsui, onde a renda média anual por metro quadrado é de 15.134 dólares, e a Via Montapoleone, em Milão, ocupa a terceira posição (14.547 euros anuais por metro quadrado). Sendo, pela primeira vez a localização mais cara da Europa, a artéria milanesa ultrapassa este ano destinos de comércio de rua emblemáticos como a New Bond Street, em Londres, e os Champs Élysées, em Paris, que agora ocupam o 4.º e 5.º lugares da tabela, com rendas médias anuais por metro quadrado de 14.346 euros e 11.069 euros, respetivamente.
 
Embora longe dos primeiros lugares da tabela, Lisboa conta com uma artéria comercial entre os 30 destinos mais caros do mundo. Subindo duas posições no ranking da Cushman & Wakefield face a 2019, o Chiado ocupa agora o 27.º lugar. “A renda prime na Rua Garrett, eixo de referência no Chiado, tem vindo a registar uma valorização muito significativa, desde 2013, ano em que o comércio de rua em Portugal começou a registar um forte crescimento, situando-se, atualmente, nos 1.426 euros anuais por metro quadrado, valor cinco vezes superior ao registado há 30 anos na zona mais cara de Lisboa”, indica a consultora em comunicado,

Sandra Campos, diretora do Departamento de Retalho da Cushman & Wakefield Portugal, afirma que, sendo “um dos mais dinâmicos setores do imobiliário”, o retalho tem reagido “com grande perspicácia” aos desafios que se fazem sentir em todo o mundo: “A prova disso está na continuada estratégia de expansão que as marcas têm vindo a adotar, contrariando afirmações de que o retalho físico tende a assumir um papel redutor no futuro.”
 
Um movimento que, sublinha, tem sido acompanhado pelos valores praticados no arrendamento. “Em cerca de 30 anos, o Chiado quintuplicou o seu valor e a Avenida da Liberdade, artéria de luxo da cidade, acompanha esta trajetória e regista uma procura sem precedentes.”
 
Numa altura em que a venda online ganha uma importância crescente, Sandra Campos é otimista quanto ao futuro do retalho físico: “Para o comércio de rua o futuro é empolgante, com as novas tecnologias a abrir caminho para uma experiência online mais imersiva, os novos comportamentos do consumidor a impulsionar a inovação de produtos e modelos de negócios e as lojas a assumirem cada vez mais um papel experiencial.” 

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