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Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
16 de nov de 2017
Tempo de leitura
3 Minutos
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Conferências de luxo em ascensão

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
16 de nov de 2017

Falar sobre o luxo pode ser um negócio muito lucrativo, a julgar pelo aumento das conferências dedicadas a esta indústria. Juntamente com os principais eventos internacionais propostos pelos gigantes da imprensa, como The New York Times, Condé Nast ou Financial Times, as iniciativas estão a proliferar em todo o mundo, como em Paris ou Milão, com eventos similares.


Para participar numa conferência sobre o luxo é preciso desembolsar cerca de 4000 euros. - The New York Times International Luxury Conference


Suzy Menkes criou este conceito em 2000, em Paris, com a International Herald Tribune Luxury Conference, que depois se transformou na The New York Times International Luxury Conference, cuja 17ª edição se realizou nos dias 13 e 14 de novembro, em Bruxelas. Depois de mudar para a concorrência, a célebre jornalista de moda lançou em abril de 2015 a Condé Nast International Luxury Conference.

A receita é simples, marque uma reunião de dois dias num lugar atraente ou exótico (Oman, foi o local escolhido no ano passado, Lisboa e Veneza são os próximos destinos) com a nata do luxo: estilistas e CEOs das grandes marcas, profissionais da indústria ou bloggers de renome, bem como jovens empresários de startups bem sucedidas. Peça que falem sobre o futuro do setor através de palestras ou entrevistas com o jornalista local sobre temas com títulos atraentes. Acrescente a isto visitas culturais e jantares de gala em locais suntuosos.

"Eu participo nas três principais conferências para encontrar novas ideias ou apenas absorver as novas tendências do mercado", diz um participante do evento do The New York Times, em Bruxelas. "Não é realmente o lugar ideal para fazer negócios, a menos que se venha a estas conferências com uma estratégia muito precisa".

Desde o início, este interlocutor aconselha a não ser patrocinador. "Os organizadores pedem aos seus parceiros uma participação significativa, mas o retorno do investimento é incerto; quem se lembra da marca de champanhe que nos foi oferecida durante os cocktails após as conferências organizadas para os convidados?".

"Por outro lado, para as marcas menos conhecidas, vale a pena aparecer no painel dos palestrantes, porque dá uma boa visibilidade perante uma audiência selecionada", ressalta. Com o valor de quase 4000 euros a entrada, os participantes são na sua maioria gestores ou empreendedores que desejam entrar em contacto com a elite do luxo. As maiores conferências conseguem reunir entre 400 e 500 desses participantes pagantes.

A este preço, tudo é permitido para ser notado: seja o primeiro a intervir após um programa de entrevistas, certificando-se de que faz uma série de perguntas; aborde os proprietários e executivos das marcas após as suas apresentações, imponha-se, abra um largo sorriso e seja discretamente fotografado ao lado de um grande gestor, como se o conhecesse, para gerar buzz nas redes sociais.

As pausas para o café também são populares para o networking e fazer contactos valiosos, desde que se encontre as pessoas certas para conversar. Assim, o chefe de uma pequena empresa especializada em hologramas e luzes de nova geração "extremamente interessante para eventos especiais, desfiles ou lojas", pode tentar abandonar a conversa quando percebe que está a conversar com um simples jornalista. 

Não é fácil multiplicar os contactos e tornar o investimento rentável, quando o programa prevê um almoço sentado, como foi o caso na segunda-feira (13), em Bruxelas. “O evento da Condé Nast com Suzy Menkes é melhor organizado. Há buffets que permitem circular mais facilmente e conhecer pessoas, o convívio é melhor", observa outro participante da conferência de Bruxelas.

Quanto ao interesse pelos talk-shows, muitas vezes passa para segundo plano. Conforme resumido por este último interlocutor: "Há muita trivialidade e generalidade. Mas, de vez em quando, há alguma coisa interessante".

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