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Por
AFP
Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
15 de nov. de 2021
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4 Minutos
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COP26 adota "pacto" criticado para acelerar luta contra aquecimento global

Por
AFP
Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
15 de nov. de 2021

Os cerca de 200 países aa COP26 adotaram, no sábado (13 de novembro), um acordo para acelerar a luta contra o aquecimento global, mas sem garantir o cumprimento do objetivo de o conter a 1,5°C ou de responder aos pedidos de ajuda dos países pobres.


O presidente britânico da COP26, Alok Sharma, disse que "lamentava profundamente" o resultado - AFP


O próprio secretário-geral da ONU – o diplomata português António Guterres – apontou as fraquezas deste "Pacto de Glasgow", alertando que "a catástrofe climática continua a bater à porta", pois faltava a "vontade política" para ultrapassar as "contradições" entre países.

O texto foi adotado no final de duas semanas de duras negociações, assim como as alterações de última hora, menos vinculativas, introduzidas sobre a questão dos combustíveis fósseis a pedido da China e da Índia.

Antes de se despedir, o presidente britânico da 26.ª Conferência Mundial do Clima Alok Sharma – membro do parlamento do Reino Unido, que é natural da Índia – disse com uma voz emocionada e com lágrimas nos olhos que "lamentava profundamente" o resultado. Sharma já havia dito anteriormente que o acordo "inaugura numa década de ambição crescente" sobre o clima.

O primeiro-ministro do país anfitrião, Boris Johnson, que viajou duas vezes até Glasgow para tentar facilitar as conversações, considerou que o resultado foi "um grande passo em frente" mas que ainda havia "muito a fazer". "Sempre soubemos que Glasgow não era a meta", comentou por sua vez o político americano John Kerry, enviado presidencial especial para o clima dos Estados Unidos desde 2021.

Sobre a questão crítica da limitação das temperaturas, com o planeta numa trajetória de aquecimento "catastrófica" de 2,7°C acima dos níveis pré-industriais, o texto apela aos estados membros para aumentarem os seus compromissos de redução com mais regularidade do que o previsto no Acordo de Paris, com início em 2022. Mas com a possibilidade de ajustamentos para "circunstâncias nacionais especiais", um ponto que levou a críticas das ONGs sobre as verdadeiras ambições do texto.

O compromisso alcançado não garante o cumprimento dos objetivos do Acordo de Paris de 2015: limitar o aquecimento a "muito abaixo" de 2°C e, se possível, a 1,5°C. Mas oferece perspetivas para a presidência britânica reivindicar sucesso no seu objetivo de ver Glasgow "manter vivo 1,5". Especialistas advertem regularmente que "cada décimo de um grau conta", uma vez que os desastres relacionados com as alterações climáticas, tais como inundações, secas e ondas de calor, com os danos e baixas que lhes estão associados, já estão a aumentar.

"Sinal de que a era do carvão acabou" 



"É suave, é fraco, e o alvo de 1,5°C mal está vivo, mas há um sinal de que a era do carvão acabou. E isso é importante", declarou Jennifer Morgan, diretora executiva da Greenpeace International, especialista líder em questões climáticas e defesa da sociedade civil, recentemente eleita pela Apolitical como uma das 20 mais influentes do mundo. O texto também contém uma menção, sem precedentes a este nível, aos combustíveis fósseis, os principais responsáveis pelo aquecimento global e nem sequer mencionados no Acordo de Paris.

A redação foi diluída sobre os esboços até ao último minuto antes da adoção em plenário, por insistência da China e da Índia em particular. A versão final apela à "intensificação dos esforços para reduzir o carvão sem sistemas de captura (CO2) e para acabar com os subsídios ineficientes aos combustíveis fósseis". Mais uma vez com uma referência a "circunstâncias nacionais especiais".

Uma "pílula amarga para engolir", mas aceite "para o bem comum", lamentou o representante do principado de Liechtenstein, resumindo numerosas intervenções dos delegados. Após ter falhado nas duas últimas COP, conseguiu também finalizar as regras de utilização do Acordo de Paris, particularmente sobre o funcionamento dos mercados de carbono que supostamente devem ajudar a reduzir as emissões.

A questão explosiva da ajuda aos países pobres, que a dada altura parecia suscetível de fazer descarrilar as negociações, não foi resolvida. Escalonados pela promessa ainda não cumprida dos países mais ricos de aumentar a sua ajuda climática ao Sul para 100 mil milhões de dólares por ano a partir de 2020, os países pobres, que são os menos responsáveis pelo aquecimento global mas na linha da frente dos seus impactos, pediram um financiamento específico para as "perdas e danos" que já estão a sofrer.

"Blá, blá, blá"



Mas os países desenvolvidos, liderados pelos Estados Unidos, que temem possíveis consequências legais, opuseram-se firmemente. E relutantemente, os países pobres cederam, concordando com a continuação do diálogo para não perderem o progresso na luta contra o aquecimento global, cujos efeitos já os ameaçam diretamente. Porém, disseram estar "extremamente desapontados".

"Isto é um insulto aos milhões de pessoas cujas vidas estão a ser devastadas pela crise climática", comentou Teresa Anderson, coordenadora britânica da política climática da ActionAid Internacional. A jovem ativista ambiental sueca, Greta Thunberg, foi mais concisa, mais uma vez chamando à COP26 um mero "blá blá blá". "O verdadeiro trabalho continua fora destes salões. E nunca, nunca desistiremos", prometeu Thunberg no Twitter.

Note-se que, vários líderes mundiais como o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, o Príncipe Charles e o presidente dos EUA, Joe Biden, foram arduamente criticados nas redes sociais pelo uso excessivo de transportes privados, enquanto promovem esforços para reduzir as emissões de carbono.
 

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Indústria