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Publicado em
6 de abr de 2021
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7 Minutos
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COVID-19: Portugal e Grécia aliviam medidas e Londres reabrirá negócios mas falências continuam na moda

Publicado em
6 de abr de 2021

Londres reabrirá na próxima segunda-feira (12 abril) e outros países europeus – como Portugal e Grécia – estão a optar pelo alívio das medidas, desde segunda-feira (5), mas as restrições continuam a aumentar em todo o mundo face à pandemia. Sendo por melhores ou piores regras político-sanitárias, a moda mantém-se um dos setores mais afetados embora o canal online tenha sido a tábua de salvação dos últimos tempos. Como provam por exemplo os resultados da Farfetch, no último trimestre de 2020 (entre outubro e dezembro).


José Neves, fundador e CEO da plataforma de moda de luxo Farfetch - Instagram / @farfetchpeople


Entre sucessos e falências

Segundo o Jornal Económico (JE), a Farfetch fechou 2020 com receitas de 1,7 mil milhões de dólares, o que representa um crescimento na ordem dos 64% em relação ao ano anterior. A mesma fonte informa que, no último trimestre de 2020, o grupo atingiu os lucros ao nível do EBITDA ajustado pela primeira vez, registando assim 10 milhões de dólares, muito acima dos 18 milhões negativos do quarto trimestre de 2019.

Ainda em setembro do ano passado, José Neves (fundador e CEO da Farfetch) anunciou que está a lançar uma organização sem fins lucrativos focada na educação e competências do futuro. A missão da Fundação José Neves é ajudar a transformar Portugal numa sociedade do conhecimento e colocar o país na vanguarda do desenvolvimento humano, como se pode ler na conta de Instagram @farfetchpeople.

A empresa do bilionário português natural do Porto – e licenciado em Economia pela Universidade do Porto – adquiriu também a Browns em 2015, tendo aberto este mês uma nova flagship em Mayfair, distrito da classe alta em Londres, junto ao Hyde Park.

Mas nem tudo são rosas e, ao longo de 2019 e 2020, desde que a pandemia começou a assombrar o mundo, grandes empresas da moda e do luxo (como as americanas Barneys NY, J. Crew, JC Penney, Neiman Marcus; as britânicas Arcadia, Debenhams, Victoria´s Secret; ou as francesas Naf Naf, Pronuptia, Sonia Rykie) foram anunciando falências em especial nos EUA.

Entretanto, a gigante retalhista britânica Next (numa jogada surpresa, em inícios de março de 2021) adquiriu uma série de empresas em períodos recentes, incluindo as operações da Victoria's Secret UK. Felizmente, esta é uma tendência em voga por parte de muitos outros grupos do setor.


Vendas da Victoria's Secret continuaram a diminuir no quarto trimestre - Instagram: @victoriassecret


Também o mercado português se ressentiu e as indústrias têxtil e de calçado canalizaram a produção para outras áreas mercê da imaginação e necessidades, queixando-se que os apoios do Estado são "uma mão cheia de nada". Algumas empresas usam até mesmo as férias dos trabalhadores para se salvarem.

O surgimento das muitas vacinas acendeu uma luz no fundo do túnel que logo se atenuou, com os sintomas adversos que estas primeiras tomas causam e alertam, nomeadamente os da AstraZeneca, confirmando-se na terça-feira (6) a sua relação com a trombose; mas alguns países estão mais controlados do que outros – como Barbados, Chade, Dominica, Marrocos, Nova Zelândia, Tunísia, Uruguai – eventualmente por aí se terem implementado medidas mais duras.

A Ásia é o único continente onde países com dezenas de milhões de pessoas (Camboja, China, Japão, Tailândia) têm melhor controlado a doença.

Fecham-se e abrem-se portas aéreas, marítimas e terrestres; confinam-se e desconfinam-se as populações sucessivamente; apertam-se e descuram-se medidas... E os responsáveis, quem são afinal (perguntamos).


O Primeiro Ministro britânico, Boris Johnson, numa conferência de imprensa virtual em Londres, na segunda-feira (5 de abril) - AFP


Reino Unido encoraja-se com melhoria

O Primeiro Ministro britânico Boris Johnson – encorajado pela melhoria da situação no Reino Unido – confirmou a reabertura de empresas não essenciais, tais como cabeleireiros, esplanadas de bares e ginásios em Inglaterra no próximo dia 12.

Boris Johnson recusou ainda comprometer-se com uma data para o regresso das viagens ao estrangeiro, proibidas até 17 de maio, a menos que haja uma razão crucial que as justifique.
 
 "Não queremos ver o vírus reimportado para este país a partir do estrangeiro. Há um ressurgimento em algumas partes do mundo", disse numa conferência de imprensa virtual, a partir de Londres, na segunda-feira (5).

Para manter o vírus sob controlo, o governo planeia intensificar o rastreio, com dois testes por semana oferecidos a toda a população, e está a considerar um sistema controverso de passaporte sanitário para reuniões de massas em Inglaterra, tais como jogos de futebol e eventos em recintos fechados.


Portugal está a vacinar toda a população - AFP


Portugal e Grécia reabrem lentamente

Na segunda-feira de Páscoa (5), Portugal começou a reabrir cautelosamente, embora colocando 19 concelhos em vigilância apertada: são retomadas as aulas presenciais dos 2.º e 3.º ciclos; reabertas as esplanadas e as lojas até 200 m2, os museus, feiras e ginásios (sem aulas de grupo). Foram mais de dois meses de encerramento, até o governo português determinar esta segunda fase de um plano progressivo de descontaminação.
 
Contudo, as reuniões serão limitadas a quatro pessoas por mesa nas esplanadas, enquanto as aulas em grupo continuam a ser proibidas nos salões desportivos e os museus terão de adaptar o seu horário de abertura.

Mas já há muito, nas ruas das cidades portuguesas – em especial daquelas com um braço de rio ou de mar) é notável a euforia e facilitismo com que as pessoas retomam a vida quase normal como se o problema pandémico estivesse ultrapassado. Tanto que até assusta.

Já na Grécia, a maioria das lojas foram autorizadas a reabrir na segunda-feira (5), exceto as lojas de departamento e os centros comerciais, apesar dos números ainda preocupantes.

As pessoas que desejam visitar as lojas devem marcar um encontro e o número de clientes que podem estar numa loja ao mesmo tempo é limitado, até 20.

"As nossas reservas estão cheias até sábado. Vai ser um bom mês", disse à Skai TV, Filippos Hortis, o proprietário de uma loja de desporto em Atenas.

A medida não se aplica às duas maiores cidades do país depois de Atenas, Salónica e Patras, onde a epidemia é particularmente virulenta.


O Ministro da Saúde francês Olivier Véran avisou que "o caminho continua a ser longo" - AFP


Medidas mais duras em França e Ucrânia
 
Em França, onde o vírus está em força, as restrições já impostas a 19 departamentos foram alargadas a todo o país desde a noite de sábado (3). As viagens terão de ser limitadas a 10 quilómetros.

Os franceses também regressam à escola em casa, a partir de terça-feira (6), com o encerramento das creches e instituições de ensino em geral, e pela primeira vez desde a primeira contenção há um ano.

Na Ucrânia, entraram também em vigor novas restrições, com a Câmara Municipal de Kiev a anunciar o encerramento quase total dos transportes públicos, enquanto as escolas para as crianças mais pequenas (incluindo os jardins de infância) foram encerradas.

O estado crítico no mundo 

Noutras partes do mundo, a segunda-feira (5) trouxe novas medidas para limitar a propagação do vírus, que matou pelo menos 2,85 milhões de pessoas desde o seu aparecimento.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou a extensão da ajuda de emergência a 28 dos países mais pobres do mundo para os ajudar a aliviar a sua dívida e a lidar melhor com o impacto da pandemia.
 
Na Índia, o estado de megacidade de Bombaim, o mais afetado pelo coronavírus COVID-19, pôs em prática novas medidas, enquanto o país registou pela primeira vez mais de 100.000 novos casos em 24 horas.

Assim, as autoridades de Bombaim decidiram  impor novas restrições no domingo (4): o recolher obrigatório passou das 20 horas para as 19 horas; confinamento aos fins-de-semana; encerramento não só de bares e restaurantes, cinemas, piscinas, locais de culto e locais públicos, mas também de escritórios privados; proibição de qualquer reunião de mais de quatro pessoas.

O Primeiro Ministro indiano Narendra Modi procura acima de tudo evitar o regresso a um bloqueio nacional, após o de março de 2020, cujas consequências foram catastróficas para os mais pobres.

Na capital, Nova Deli, as autoridades locais excluíram qualquer regresso à contenção, apesar de um aumento do número de casos, mas a polícia foi instruída a distribuir multas àqueles que não usam máscaras.


As medidas de controlo sanitário no México vão durar até 21 de abril - Notimex


O Bangladesh iniciou um bloqueio nacional de sete dias, a partir de segunda-feira (5), para combater um surto do vírus, com todas as viagens domésticas suspensas e lojas fechadas.
 
Milhares de pessoas fugiram da capital Dhaka no domingo (4), ou compraram comida antes do encerramento.

No Médio Oriente, o Irão anunciou também na segunda-feira (5) uma série de contaminações ao mais alto nível desde 4 de dezembro, com 13.890 casos detetados em 24 horas, e a sua capital de Teerão foi colocada em alerta sanitário máximo.

As autoridades sauditas disseram que apenas aqueles que foram vacinados ou imunizados serão autorizados a fazer a pequena peregrinação (Umra ou Umrah), a Meca, durante o mês do Ramadão, que começa a meados de abril.

O Chile vai fechar as suas fronteiras durante todo o mês de abril, apesar de já ter vacinado um terço da sua população.

No Brasil, o governo alargou até quinta-feira (15) a suspensão dos voos com o Reino Unido e o isolamento profiláctico de 14 dias passa também a aplicar-se à fronteira terrestre para países de alto risco.

O governo do México restringiu o trânsito terrestre não essencial nas suas fronteiras e as medidas de controlo sanitário no norte e no sul do seu território vão durar até 21 de abril. O México faz fronteira com os EUA, Guatemala e Belize, sendo o terceiro país com mais mortes no mundo depois dos EUA e do Brasil.
 

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