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COVID-19: Viseiras em 3D impressas a partir de casa

Publicado em
26 de mar de 2020
Tempo de leitura
6 Minutos
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Bruno Horta, um jovem de Leiria, criou os protótipos de viseiras para imprimir em 3D, a partir de casa, partilhou-os na internet, mas nem quer ouvir falar em dinheiro como compensação. Fá-lo para o bem de todos.
 
Atualmente existem quase mil makers a produzirem em média 10-15 viseiras por dia, com recurso a impressão 3D.
 
Segunda-feira (23 de março), o projecto foi baptizado com o nome de código “F**CK Covid-19”, o qual passará a ser conhecido, no futuro, por “Viseira do Movimento Maker Portugal”. Bruno Horta é o autor dos protótipos, “fui eu a começar”, mas outras mentes brilhantes contribuíram para a sua melhoria.


Viseira 3D de Bruno Horta em supermercados - Movimento Maker Portugal

 
Industrialização
 
Empresas de moldes da Marinha Grande já se aliaram à causa. “Deixam-me à porta o elástico e o acetato, para eu utilizar”, diz o engenheiro. "Estamos a oferecer as viseiras gratuitamente".

Bruno Horta confessa continuar com testes e ajustes, para cima e para baixo na linha da testa, até à versão final. O objectivo é as empresas de moldes da Marinha Grande produzirem o modelo em larga escala e a custo zero (ou reduzido).
 
Assim sendo, será possível fabricar milhares de viseiras que, apesar de básicas, protegerão muitas vidas e salvarão mais, pois é possível fazer uma peça 3D a cada 20 segundos.
 
Como assegura Bruno Horta, esta protecção pode ser utilizada por profissionais da saúde, forças de segurança, protecção civil, lojas de alimentação, farmácias e lares, ou seja, por todos aqueles que lidam com a doença na linha da frente. As suas viseiras estão já a ser testadas no Hospital de Santo André, em Leiria, mas o mentor ainda não teve um feedback.
 
Do projecto à prova
 
O licenciado em Engenharia Informática, pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Leiria, colaborou primeiro com os Politécnicos de Viseu e de Leiria, para criar protótipos de ventiladores, tendo-se apercebido que tudo passava pela proteção de cada qual, para não se chegar ao ponto de serem necessários ventiladores, numa fase mais avançada da doença.
 
Dedicou-se a uma investigação de projectos opensource livres de custos, nomeadamente de direitos de autor, e que pudessem ser intervencionados, como as viseiras de protecção, utilizadas em conjunto com máscaras e toucas médicas.
 
Com apenas uma folha grossa de acetato transparente, um elástico, um furador de papel e filamento de impressão para a impressora 3D, deu à luz as novas viseiras que todos podem imprimir, alguns até em casa, e com custos mínimos.


Viseira 3D de Bruno Horta para profissionais da saúde - Movimento Maker Portugal

 
Movimento Maker
 
O jovem de Leiria fundou há dois anos, o Movimento Maker Portugal, um grupo que junta pessoas do mundo inteiro.
 
Contam-se oito mil elementos desta comunidade, aficionada em impressão 3D, que permite, com impressão em impressoras caseiras 3D, criar ferramentas, brinquedos, jogos, materiais de protecção (como neste caso) e tudo o mais, até onde a imaginação levar.
 
A nível nacional e mundial, o exemplo de Bruno Horta está a contagiar outros makers, que estão a utilizar o desenho que o jovem ofereceu à comunidade, aperfeiçoando-o mais ainda, em algumas situações.
 
Ponto da situação
 
Leiria de onde Bruno Horta é natural, pertence à região centro, a terceira mais afectada pelo COVID-19 em Portugal que entrou na fase de mitigação à meia noite, de quarta para quinta-feira (25 e 26 de março) - a fase mais grave do processo do surto que mantém os cidadãos fechados em casa. Lisboa, Porto e Aveiro são os únicos distritos em alerta laranja.
 
Segundo a Direção-Geral de Saúde (DGS), deixa de ser necessário ter mais do que um sintoma para ser suspeito. Passa a ser suspeito quem tiver um só sintoma e todos os casos suspeitos devem ser testados, por isso deve-se contactar a linha SNS 24. O problema é que a linha não funciona (ou mal), as pessoas desistem da espera, e já nem se encaminham doentes para o queimódromo do Porto, aberto há dias, que parece não ter capacidade para responder à realização de drive testes, queixam-se alguns profissionais de saúde na zona mais crítica que é o norte.
 
Os profissionais de saúde queixam-se, também, da escassez de equipamento de proteção individual e desta política conservadora dos testes feitos a conta-gotas, tanto a profissionais da saúde como a cidadãos. O governo segue o caminho do politicamente correto com receio dos efeitos do vírus na economia, quando os médicos e investigadores é que deveriam dirigir as manobras, mesmo arriscando o pânico.

Se por acaso ou não, quinta-feira (26 de março), a DGS começou a comunicar o número de testes realizados - 2.145.
 
Outra boa notícia é que, está a ser construído um hospital de campanha, com capacidade de 500 camas, na universidade de Lisboa, mas só para infectados não críticos.
 
As medidas demoram a sair e os números continuam a crescer vertiginosamente. Quinta-feira (26 de março), foram assinalados 3.544 casos ativos, 43 recuperados, 60 óbitos.

Em termos comparativos, quarta-feira (25), registaram-se 2.995 casos ativos de COVID-19 (633 novos casos em 24 horas), 22 recuperados, 276 internados, 61 nos cuidados intensivos, 43 óbitos (mais 10 em 24 horas), sendo que 80% dos óbitos se registam entre pessoas com 70 anos ou mais. A nível de regiões, o norte é o mais afectado com 1.517, seguido da região de Lisboa com 992, do centro com 365, Algarve 62, Açores 17, Madeira 16 e Alentejo 12 – a região menos afectada, cujos casos positivos duplicaram em 24 horas.
 
Mas, Portugal é uma amostra do que se passa na Europa e no Mundo, vitimados por uma “peste” que não poupa ninguém. Como, também, poucos se poupam - o que se pode constatar nos supermercados e noutros estabelecimentos comerciais, ou mesmo nas ruas de cidades e vilas portuguesas, onde raramente se encontram pessoas com máscara, muito menos com viseiras.


Máscara principal de Bruno Horta - Movimento Maker Portugal

 
Panorama mundial
 
Se a Organização Mundial de Saúde (OMI) diz que o vírus COVID-19 não sobrevive no ar, há estudos que o desmentem, embora os especialistas digam que o risco de infeção é mínimo.
 
Mas, se o novo coronavírus se mantém no ar, até três horas, então deveríamos todos usar máscara e não é o que está a acontecer.

Os especialistas dizem que o risco de contágio é mínimo, mas os números falam por si:
Alemanha tem mais de 33 mil casos ativos deste novo coronavírus, mais de 200 mortos, 3.547 pessoas recuperadas;
Austrália com 2.547 casos ativos, 11 mortos, 118 recuperados;
Brasil com quase 2.500 ativos, 59 mortos (e o presidente Jair Bolsonaro a insistir na "gripezinha", seguindo os mandamentos do líder americano Donald Trump), 2 recuperados;
Canadá com mais de 3.000 ativos, 36 mortos, 185 recuperados;
China recuperou para quase 4.000 ativos, 3.287 mortos, 74.051 recuperados num total de mais de 80 mil;
Coreia do Sul com mais de 5.000 ativos, 126 mortos, 3.730 recuperados;
Espanha aproxima-se de Itália em termos de fatalidades. O número de mortes ultrapassou o da China. Morreram 3.647 pessoas vítimas de COVID-19, houve 738 mortos esta quarta-feira (25);
EUA a caminho dos 70.000 casos ativos (11.192 casos confirmados só na quarta-feira), 944 mortos. A Organização Mundial de Saúde disse que os EUA se podem tornar o epicentro global da pandemia, mas Trump quer reabrir o país até à Páscoa;
França agora com número de pessoas recuperadas superior ao de mortos, 3.900 contra quase 1.500, respetivamente. Mais de 20.000 casos ativos;
Irão com mais de 15.000 casos ativos, mais de 2.000 mortos, quase 10.000 recuperados;
Itália com mais de 7.500 mortos, 683 mortos quarta-feira - uma diminuição em relação aos 743 anunciados no dia anterior. Existem atualmente 57.521 pessoas infetadas, um aumento de 3.491 casos;
Noruega com mais de 3.000 casos ativos, 14 mortos, 6 recuperados;
Reino Unido tem quase 9.000 ativos, 465 mortos;
Suécia com quase 2.500 ativos, 62 mortos, 16 recuperados;
Suíça com quase 11.000 ativos e 153 mortos.

Olhando bem para este panorama, nem se percebe como há representantes de nações, como o Brasil e EUA, que chamam ao COVID-19 uma "gripezinha".
 

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