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Por
Ansa
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
16 de mai. de 2022
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2 Minutos
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Da Kering à LVMH: a guerra é pior que a pandemia de COVID-19 para o luxo

Por
Ansa
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
16 de mai. de 2022

A guerra na Ucrânia está a penalizar mais os grandes grupos de luxo do que a própria pandemia de COVID-19. Ou pelo menos as repercussões parecem estar a desacelerar o crescimento: as capitalizações em muitos casos estão a diminuir, com as ações a mostrarem uma tendência de queda. Algumas empresas ainda estão a fechar lojas por causa da pandemia, nomeadamente na China, onde o objetivo é eliminá-la. Fatores que prejudicam a situação em relação à oferta de matérias-primas, juntamente com o aumento dos preços da energia.


Da Kering à LVMH, os grandes players consideram a guerra pior do que a pandemia de COVID-19 para o luxo - @louisvuitton


O efeito não poupa grandes nomes, como o grupo francês LVMH. A capitalização foi reduzida para 293,4 mil milhões de euros, em comparação com 328,6 mil milhões em junho de 2021, e as ações fecharam a semana na Bolsa de Paris nos níveis de abril de 2021, em 581,3 euros (+2,8%).

Para a outra gigante francesa Kering, a perda é quase igual em valor, mas muito mais pesada em percentagem: a capitalização caiu para 57,3 mil milhões de euros, comparada a 91,9 mil milhões em junho do ano passado. As ações tinham caído com para 357,6 euros em 18 de março de 2020, subindo depois para 792,1 euros em 12 de agosto de 2021, e na sexta-feira (13) fecharam a 460,1 euros (+2,4%).

O impacto na Richemont, holding de alta relojoaria e joalharia de Genebra, que conta com 61,1 mil milhões de francos suíços (58,6 mil milhões de euros) de capitalização, foi menos impressionante, em comparação com 65,1 mil milhões de francos suíços (62,21 mil milhões de euros) em junho passado. As ações fecharam a semana em 106,5 francos suíços (102,2 euros, + 1,3%), depois de terem saltado para 144,7 francos suíços (138,27 euros) a 7 de dezembro de 2021.

Para a Hermès Internacional, a capitalização caiu para 112,9 mil milhões de euros, contra 122,3 em junho passado, em todo caso superior aos 92,4 anteriores em janeiro. As ações atingiram o pico de 1.675 euros por ação a 19 de novembro de 2021, e agora fecharam em 1.070 euros (+ 3,4%), nos níveis de maio de 2021.

A Prada é uma exceção, com uma capitalização que subiu para 13,9 mil milhões, de euros, melhor do que os 13,6 mil milhões de euros de junho passado, com as ações agora a 5,4 euros (+1,5%), essencialmente nos níveis de junho.

Para a Ferragamo, a capitalização é de 2,6 mil milhões de euros, perto dos 2,7 mil milhões de janeiro de 2021, mas abaixo dos 3,2 mil milhões de euros de junho, com as ações que fecharam na sexta-feira (13 de maio) em 15,7 euros (+5,2%), após o mínimo de 13,4 euros, a 10 de maio.

A Moncler apresenta uma capitalização de 12,4 mil milhões de euros, perto de 12,5 mil milhões em janeiro de 2021, mas abaixo dos 15,95 mil milhões de junho, e terminou a semana em 45,3 euros (+3,4%).
 

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