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Portugal Textil
Publicado em
27 de jun de 2018
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3 Minutos
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Direitos humanos no centro do negócio de vestuário

Por
Portugal Textil
Publicado em
27 de jun de 2018

Um ranking de performance corporativa relacionado com os direitos humanos descobriu que, embora cresça o compromisso das empresas de vestuário para com a transparência, persiste a falta de envolvimento de atores principais como Macy’s, Kohl’s ou Under Armour.


O Corporate Human Rights Benchmark (CHRB) foi lançado em março do ano passado enquanto projeto-piloto, liderado por investidores e grupos sem fins lucrativos, e o seu ranking avalia empresas através de 100 indicadores, focando-se nas políticas, liderança, processos, práticas e transparência.

O principal objetivo é fazer com que os investidores se preocupem, cada vez mais, com os impactos dos seus investimentos sobre os direitos humanos e recompensar as empresas que são mais transparentes nas suas políticas e práticas.

Do lado dos bons exemplos, a retalhista britânica Marks & Spencer ocupa o segundo lugar no ranking, com 64 pontos, a Adidas surge em quinto, com 57 pontos, e a H&M apresenta um score de 48 pontos. A Gap e a Nike também integram a lista com boas pontuações, 45 e 40, respetivamente. O Corporate Human Rights Benchmark demonstra, deste modo, a evolução das empresas no que diz respeito a programas e políticas para gerir e informar sobre os direitos humanos e seus atropelos.

O CHRB reconhece maior compromisso por parte das empresas para com a transparência desde o lançamento do projeto-piloto em 2017, listando atualmente mais de 5.000 empresas envolvidas.

No entanto, o relatório também aponta 28 empresas que «não se envolveram significativamente», incluindo a Macy’s, a Hermès e a Prada, que registam pontuações mais baixas, como «sinal de falta de transparência e compromisso público perante a gestão de riscos e impactos em termos de direitos humanos».

Citada como mau exemplo, a Macy’s pontuou 5 em 100 pontos possíveis, enquanto a Kohl’s ficou-se pelos 7 pontos e a Under Armour pelos 17.

5 objetivos de futuro

Numa tentativa de melhorar os relatórios e a transparência e garantir um impacto positivo no longo prazo, o CHRB definiu alguns objetivos:

1 – Simplificar as questões relativas à performance corporativa relacionado com os direitos humanos para que todos possam perceber o seu alcance e importância.

Ao desenvolver uma metodologia detalhada dividida em temas e ao produzir uma classificação pública das empresas no projeto-piloto, o CHRB acredita que está a ajudar a facilitar e simplificar o tema, para que todos sejam capazes de se envolver.

2 – Introduzir um ambiente competitivo positivo para que as empresas compitam pelos primeiros lugares no ranking anual.

O CHRB assume que a vontade de ter boa pontuação está a movimentar algumas empresas.

3 – Munir a sociedade civil com informações para desafiar as empresas com fracas performances.

O primeiro ranking relativo ao respeito pelos direitos humanos está disponível gratuitamente, o que promove a partilha de informação sobre o tema. No entanto, o CHRB admite que o formato e a acessibilidade dos dados podem ser melhorados para facilitar a exportação de dados relevantes para cada empresa.

4 – Permitir que os investidores incorporem “custos sociais” nas decisões de investimento.

Um ano após o lançamento do projeto-piloto, ainda é muito cedo para esperar mudanças radicais na comunidade de investidores como resultado do ranking do CHRB, particularmente em relação às decisões de alocação de capital.

5 – Dar a conhecer as empresas que colocam os direitos humanos no centro do negócio e assim apontam o caminho para os seus pares.

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