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Por
EFE
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
29 de set de 2017
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3 Minutos
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Em Paris, Carven apresenta a coleção da maturidade

Por
EFE
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
29 de set de 2017

​A Carven apresentou o seu desfile no campus da Universidade Pierre Marie Curie, situado no oeste de Paris, com a sua coleção mais madura dos últimos anos. 
 

Carven - primavera-verão 2018 - moda feminina - Instagram


Apresentada sob uma estrutura de aço maciça, a coleção marcou a estreia do designer Serge Ruffieux na direção artística da Carven. Este designer suíço saltou para a fama há dois anos, quando, juntamente com Lucie Meier, tomou brevemente as rédeas da Christian Dior, no espaço de tempo entre a saída de Raf Simons e a chegada de Maria Grazia Chiuri.

O suíço não dececionou os seguidores da marca, símbolo do estilo chic e elegante parisiense, mas acrescentou um toque de descontração, com uma coleção repleta de minivestidos de seda estampada, calças curtas e outros cortes típicos dos anos sessenta. Ruffieux acrescentou modernidade ao ar clássico da marca desestruturando as silhuetas: casacos e "crop tops” desgastados no peito, pólos oversized combinados com saias de seda estampada.

Numa paleta de cores pastel, o verde-garrafa e o coral foram os destaques, entre pinceladas de azul-marinho e amarelo. Uma linha muito jovem, direcionada não só às mulheres de vinte e poucos anos, mas também àquelas que buscam a juventude eterna.

Sapatos, sandálias sem salto e sapatilhas étnicas com tassel e infinitas cores e aplicações prometem ser um sucesso comercial para a próxima primavera-verão de 2018.

"Realmente, muito bom. É maravilhoso ver uma estreia tão forte", comentou o CEO da Dior, Sidney Toledano, que assistiu ao desfile.

A Carven não foi a única marca parisiense a acolher um novo talento na quinta-feira. Uma das mais emblemáticas do "chic francês", a Chloé, iniciou uma nova etapa com Natacha Ramsay-Levi, 37, que foi a mão direita de Nicolas Ghesquière na Balenciaga e na Louis Vuitton durante quase duas décadas.

Depois de passar 15 anos com o estilista francês, designer da Vuitton e representante de uma visão mais futurista do que o boho-chic da Chloé, a influência de Ghesquière é inevitável e pôde ver-se na primeira criação de Natacha Ramsay-Levi para a marca.

A estética dos anos setenta manteve-se nos vestidos românticos, mangas amplas e soltas, estampados florais e minivestidos étnicos, com mais força, algo até então inédito na marca, com formas ligeiramente estruturadas nos ombros e botas masculinas nos pés, uma clara referência a Ghesquière.

Os números da marca cresceram exponencialmente nos últimos anos, com receitas estimadas em 450 milhões de euros por ano e a marca deve continuar a crescer com uma série de novas lojas, 12 este ano, e uma produção em alta, que também deve continuar a aumentar com a chegada de Levi.

Por outro lado, o designer indiano Manish Arora, com seu estilo próprio e definido, trouxe à passarela uma coleção muito ocidental nas formas, inspiradas nas silhuetas dos anos 50, com estampados e bordados que lembraram o seu país natal.

Os bordados em estampados psicodélicos foram quase que uma Alta-Costurade. Arora apostou em vestidos ajustados na cintura, combinados com cardigans e casacos maxi nos ombros. Em tons menta, amarelo, lilás e rosa fúcsia, os vestidos pareciam o sari indiano tradicional transformado em vestido de festa, mas rejuvenescido graças à mistura de casacos e cardigans, repletos de lantejoulas e com pespontos coloridos.

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