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Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
24 de set de 2019
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4 Minutos
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Emergência climática impõe-se com estilo na Semana da Moda de Milão

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
24 de set de 2019

A Semana da Moda de Milão, que terminou na segunda-feira (23), marcou um ponto de viragen. Pela primeira vez, várias grandes marcas mostraram empenho ecológico, enquanto muitos jovens designers aproveitaram as passarelas para fazer soar o alarme contra as dramáticas consequências causadas pelas mudanças climáticas, cientes de que a moda, uma das indústrias mais poluentes do planeta, ainda tem muito para fazer sobre este assunto.


Marni, primavera/verão 2020 - © PixelFormula

 
Na Marni, o designer Francesco Risso usou a Semana da Moda para enviar uma mensagem clara e concreta. Após regressar de uma viagem ao Brasil, o designer disse que ficou tocado pelos incêndios na floresta amazónica e queria "falar sobre essa urgência da proteção da natureza". E fez isso à sua maneira, desenhando palmeiras de plástico reciclado e usando tecidos reciclados pintados à mão na sua coleção.

"Be part of the solution", "React", “Reduce" (“Faça parte da solução", "Reaja", “Reduza")... Estes foram alguns dos slogans impressos nos sapatos da F_wd, uma nova marca sustentável lançada pelo grupo japonês Onward durante a Semana da Moda de Milão.

“Uso mensagens ativistas e transformo-as em logótipos figurativos para aumentar a conscientização. Temos que agir agora, senão será tarde demais", disse Raphael Young, diretor criativo do projeto, que quer fabricar sapatos 100% reciclados e recicláveis. "Trabalho para marcas de luxo há anos e tenho a certeza de que podemos produzir de maneira diferente."

Outro exemplo desta consciência foi a abordagem de Miuccia Prada, que questionou o consumo excessivo, incentivado pela necessidade das marca produzirem e venderem. "Eu não queria fazer moda, queria criar um estilo, uma coleção de elementos básicos que permanecerão essenciais durante muito tempo, que quebram o ritmo acelerado da moda", explicou a diretora artística da marca milanesa à imprensa no final do seu desfile. 

Estes "conceitos básicos" foram encontrados na maioria das passarelas, onde a tendência era claramente minimalista. Peças simples e intercambiáveis, oferecidas em materiais naturais, sem muitos ornamentos. Desde calças clássicas que combinam com tudo, malhas finas, a saias ou vestidos de verão em algodão ou crochet. Tudo para enfatizar a necessidade de voltar ao básico.

Esta tendência não vai contra a criatividade, é claro. Os designers milaneses demonstraram mais uma vez nesta semana a sua experiência incomparável com a qualidade da sua oferta. Mas, parece que está a ser estabelecida uma nova mentalidade low profile, com coleções isentas de todos os excessos inúteis. Provavelmente são parte do mesmo grupo de inúmeras silhuetas monocromáticas que tiveram sucesso nas passarelas, também em tons pastéis discretos.


Prada, primavera/verão 2020 - © PixelFormula

 
Para a pioneira Daniela Gregis, que faz da reciclagem o seu lema desde 1997, esta mudança soa como uma vingança. A estilista italiana, que desfila na Semana da Moda de Milão há mais de 15 anos com coleções totalmente artesanais feitas em Itália, otimizando ao máximo os recursos, deve estar feliz ao ver a sua vaga garantida.

Mais e mais jovens criadores desfilam em Milão. Juntando-se a este movimento, está Roman Tiziano Guardini, que cria coleções totalmente eco-sustentáveis através de um trabalho feito com fornecedores e parceiros; e Stella Jean, que trabalha para proteger e promover o conhecimento local e ancestral, tendo destacado na sua coleção mais recente o trabalho de bordadeiras que vivem na fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão.

A questão da sustentabilidade, que até agora era inaudível ou muitas vezes limitada às operações de comunicação, adquiriu uma nova dimensão com esta Semana da Moda de Milão. Durante três anos, a Câmara Italiana da Moda (CNMI) destacou a necessidade de promover a moda sustentável: lançou os Green Carpet Fashion Awards, considerados os Oscars da Moda Ecológica, cuja terceira edição encerrou a Semana da Moda de Milão no domingo à noite no La Scala, com a presença de muitas personalidades, como Sophia Loren, Valentino Garavani e Lou Doillon.

"O desenvolvimento sustentável foi um dos destaques desta semana. Vimos nos jovens, em particular, grande atenção e vontade de abordar esta questão de frente", disse o presidente da Câmara da Moda, Carlo Capasa.

“Da nossa parte, esforçamo-nos para oferecer uma semana cada vez mais sustentável, usando materiais reciclados para os nossos eventos e reduzindo o uso de energia. Na próxima temporada, abordaremos o problema da mobilidade, que deve ser aprimorado durante este evento”, acrescentou. Uma preocupação que outros organizadores das Fashion Weeks também têm, como Paris, que anunciou na semana passada que deseja eliminar plásticos de uso único e usar apenas veículos elétricos a partir de 2020.

Uma semana com um compromisso, mas não menos glamourosa por isso. Grandes momentos marcaram a temporada de Milão, como, por exemplo, a aparição de Jennifer Lopez no desfile da Versace, vestindo o seu lendário vestido verde "Jungle". A selva foi, aliás, um tema muito popular nesta semana: vegetação exuberante com palmeiras, coqueiros e trepadeiras na Dolce & Gabbana, e uma selva de papelão e plástico reciclado na Marni... Uma bela parábola para resumir a moda atual, que é repleta de contradições.

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