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Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
30 de ago de 2019
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2 Minutos
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Empresa proprietária da Timberland anuncia que não comprará mais couro brasileiro enquanto incêndios na Amazónia não cessarem

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Reuters API
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
30 de ago de 2019

A VF Corp., empresa americana proprietária das marcas Timberland, Vans e The North Face, anunciou na quinta-feira (29) que não comprará mais couro brasileiro enquanto os incêndios na Amazónia não cessarem. 



Os incêndios florestais na Amazónia decorrem há semanas, o que já levou a um exame mais aprofundado da indústria brasileira de carne bovina, um dos principais motores económicos do país.

A holding VF Corp. informou que irá retomar a compra de couro brasileiro quando "tiver a confiança e a garantia de que os materiais utilizados nos produtos não contribuem para os danos ambientais no país”. A medida foi um dos primeiros sinais de um impacto económico concreto decorrente da controvérsia relacionada com os incêndios, que o presidente brasileiro Jair Bolsonaro afirmou estar sob controlo. Ambientalistas afirmam que os incêndios foram causados ​​por especuladores e fazendeiros imobiliários, pois é prática comum desmatar terras para uso agrícola.

Um relatório investigativo divulgado em julho pela imprensa apontou que a JBS SA, a maior produtora de carne e couro do mundo, estava a comprar gado a fazendeiros que operavam em terras que o governo disse que não deveriam ser usadas para pastagem. A JBS negou as informações, apesar de reconhecer a dificuldade de rastrear a origem de algum gado.

Em comunicado, a VF Corp disse: "Como resultado de uma diligência detalhada, não podemos mais garantir de forma satisfatória que o nosso volume de couro comprado a fornecedores brasileiros mantenha esse compromisso de fornecimento responsável”. A empresa americana tem sede em Greensboro, Carolina do Norte, e também é proprietária das marcas Dickies, Smartwool e JanSport. A empresa não informou o valor das suas importações brasileiras de couro ou quais seriam os possíveis mercados que poderia usar para abastecimento alternativo.

Na quarta-feira (28), após relatos publicados por jornais sobre uma suposta  suspensão da exportação de couro brasileiro por parte de empresas internacionais num boicote pela Amazónia, o Centro da Indústria de Curtumes do Brasil (CICB), principal grupo comercial de couro do Brasil, negou a informação. Em 2019, o país exportou 1,44 mil milhões de dólares em couro bovino. Os seus maiores mercados de exportação foram Estados Unidos, China e Itália, que juntos consumiram cerca de 60% da produção brasileira de couro bovino.

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