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Portugal Textil
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30 de nov. de 2022
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Exportações da ITV consolidam crescimento

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Portugal Textil
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30 de nov. de 2022

As exportações portuguesas de têxteis e vestuário cresceram 17,7% nos primeiros nove meses de 2022, face ao período homólogo de 2021, para 4,68 mil milhões de euros, com aumento das vendas tanto dentro como fora da União Europeia. As importações seguem a mesma tendência de subida.


As exportações portuguesas de têxteis e vestuário cresceram 17,7% nos primeiros nove meses de 2022


Com base na análise desenvolvida pelo CENIT aos dados do INE, as exportações entre janeiro e setembro somaram 4.676,51 milhões de euros, um resultado que surge na sequência de uma subida de 18,1% nas exportações Intra-UE27 (para 3.432,45 milhões de euros), enquanto as Extra-UE27 aumentaram 16,5% (para 1.244,06 milhões de euros). No que se refere à evolução homóloga mensal, verifica-se um incremento de 24,8% face a setembro de 2021.

Analisando em concreto as duas categorias de vestuário (quota de 57% das exportações), verificou-se uma subida de 13,5% nas exportações de vestuário de malha (capítulo 61), para 1.937,37 milhões de euros, enquanto as de vestuário exceto malha (capítulo 62) cresceram 28,5%, para 745,70 milhões de euros. No caso do vestuário de malha, o mercado Intra-UE27 aumentou 14,5% e o Extra-UE27 9,2%, comparativamente ao ano anterior. As exportações de vestuário exceto malha Intra-UE27 aumentaram 26,4% em relação a 2021, enquanto as Extra-UE27 cresceram 37,0%.

As exportações de outros têxteis confecionados (capítulo 63, 14% das exportações), que incluem a grande proporção dos têxteis-lar, aumentaram 10,6% (para 657,77 milhões de euros), resultante de uma subida de 10,0% no mercado intracomunitário e de 11,3% no extracomunitário. Isolando as quatro subcategorias associadas aos têxteis-lar (i.e., posições 6301 a 6304), verificou-se uma subida de 11,2%.

Para além das três principais categorias de produtos, salienta-se pela positiva no conjunto dos três trimestres, e entre as categorias com maior representatividade (quota na ordem de 3% das exportações), o desempenho dos tecidos de malha (capítulo 60), com uma subida de 33,5%, das fibras sintéticas ou artificiais descontínuas (capítulo 55), com uma subida de 27,6%, das pastas, feltros, falsos tecidos e cordoaria (capítulo 56), com uma subida de 23,1%, dos tecidos impregnados e revestidos (capítulo 59), com uma subida de 18,7%, e dos artigos de algodão (capítulo 52), com uma subida de 17,5%.

Importações sobem

Ao nível das importações, a representatividade nos primeiros nove meses do ano foi composta, por ordem decrescente, pelo vestuário de malha (24,5% das importações), vestuário exceto malha (24,3%), artigos de algodão (15,0%), filamentos sintéticos ou artificiais (8,1%) e fibras sintéticas ou artificiais descontínuas (6,5%).

De janeiro a setembro observou-se uma subida homóloga de 33,9% nas importações portuguesas de têxteis e vestuário, para 4.029,66 milhões de euros, resultado conjunto da subida de 29,7% nas importações intracomunitárias, para 2.577,24 milhões de euros, e de 41,9% nas importações extracomunitárias, para 1.452,42 milhões de euros.

Considerando em particular setembro, verificou-se uma subida de 20,2% nas importações, em termos da comparação com igual mês de 2021.

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