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Jornal T
Publicado em
16 de mar. de 2021
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Exportações têxteis e vestuário caem 10% em janeiro

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Jornal T
Publicado em
16 de mar. de 2021

De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e avaliados pela ATP, o ano de 2021 começa com uma quebra de 10% nas exportações de têxteis e vestuário no final de janeiro. Portugal exportou 410 milhões de euros, menos 46 milhões de euros do que o verificado no mês homólogo do ano anterior.



As exportações de vestuário caíram 16% (menos 46 milhões de euros), as de matérias primas têxteis caíram 5% (menos 6 milhões de euros) e as de têxteis lar e outros artigos têxteis confecionados – onde se incluem as máscaras têxteis – aumentaram 9% (com um acréscimo de 6 milhões de euros).

Em termos de mercados, destaque para as exportações para França (acréscimo de 2 milhões de euros, equivalente a mais 3%) e para a Dinamarca (mais 1,5 milhões de euros, ou seja, mais 17%). O Reino Unido, excluindo a Irlanda do Norte lidera a tabela dos países que registaram maior acréscimo, no entanto é devido ao facto de em 2020 não haver dados para esta classificação.

Estatisticamente, em 2020 havia apenas a designação Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte que em 2021 passou a estar dividida em Reino Unido (Irlanda do Norte) e Reino Unido (não incluindo a Irlanda do Norte).

Espanha continua a liderar a tabela dos destinos com maiores quebras: menos 30 milhões de euros (menos 24%).

No mês em causa, as importações de vestuário caíram 44% (menos 94 milhões de euros) e as de matérias têxteis também caíram 24%, sinal que evidencia a quebra na atividade do sector que terá com certeza impacto nas exportações dos meses de fevereiro e março.

As importações de têxteis-lar e outros artigos têxteis confecionados, máscaras têxteis incluídas, subiram 15%. No total, as importações de têxteis e vestuário caíram 33% (menos 126 milhões de euros) comparativamente com janeiro de 2020.

A Turquia lidera a tabela das origens que registaram maior acréscimo, no caso, mais 1,8 milhões de euros, ou seja, mais 17%. Espanha foi a origem que mais caiu, com menos 53 milhões de euros importados, ou seja menos 40%.

Relativamente ao ano de 2020 e com base na evolução dos índices de atividade, a ATP estimou uma destruição de emprego de cerca de 5 mil postos de trabalhos (equivalente a uma quebra de 4%), uma diminuição de 18% (menos 1,3 mil milhões de euros) na produção e de 14% (menos 1,1 mil milhões de euros) no volume de negócios do setor.

A perda do emprego está a ser amortizada pelas empresas. Caso tivesse sido na mesma ordem de grandeza dos restantes indicadores, o setor teria perdido 20 mil postos de trabalho.

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