Famalicão exporta mais de 50% para o mercado europeu

O mercado europeu é o destino de mais de 50% das exportações do concelho de Famalicão, o município que se intitula a capital do têxtil e é o mais exportador do Norte de Portugal. Autarquia aproveitou o Fórum Made In para distinguir 37 empresas do sector têxtil.


Destacando-se pelo valor acrescentado bruto das suas indústrias transformadoras, o segundo maior do país e que, entre 2013 e 2016, cresceu mais de 25%, Famalicão tem a Alemanha como principal destino das suas exportações (perto de 25%), seguindo-se a Espanha (14,5%) e a França (8,2%).

Os números da dinâmica económica de Famalicão, que tem a balança comercial mais favorável de Portugal, foram atualizados no decurso da realização do Fórum Económico Famalicão Made IN, que se realizou na semana passada, no grande auditório da Casa das Artes, numa organização do Jornal ECO, em parceria com este município.

O encontro foi aproveitado pela autarquia para distinguir as 37 empresas do setor têxtil do concelho que em 2017 foram galardoadas com os prémios PME Líder e Excelência. Entre as distinguidas estão unidades como a Têxtil Nortenha, Tiajo, Colmaco, Louropel, Malhinter, Hidrofer, Hindu, CIP, Manuel Fernando Azevedo, Passamar Ronutex e Sasia.

“Os dados mostram como aqui em Famalicão o espírito empreendedor, e dentro do espírito empreendedor a vontade de internacionalizar as empresas, marcam a sociedade, sendo um pilar fortíssimo para as exportações de Portugal”, referiu o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, que partilhou com uma plateia de mais de cinco centenas de pessoas, maioritariamente constituída por empresários, as tendências mundiais em 2018, o novo mundo da geoeconomia e suas consequências e oportunidades.

Também Manuel Caldeira Cabral, ministro da Economia, que encerrou o evento, realçou o papel de Famalicão como “um concelho que se distingue pela dinâmica económica que tem sabido imprimir, pela dinâmica de atração de investimento e pela dinâmica de crescimento das empresas locais”.

O responsável governamental reconheceu publicamente que “o concelho famalicense deu um contributo decisivo para o processo de recuperação económica nacional, com um crescimento de exportações que tem sido sistemático e onde se destacam igualmente os novos investimentos.”

A verdade é que nos últimos anos, ao abrigo do programa de apoio a novos investimentos “Made 2IN”, por via do Compete 2020 e do Norte 2020, foram aprovados e apoiados 310 novos projetos empresariais no concelho, que representam um investimento global superior a 450 milhões de euros no território.

“Realmente, Famalicão está na ordem do dia com estes números fantásticos”, disse, “orgulhosa”, a empresária famalicense Isabel Furtado, neta do empresário famalicense Manuel Gonçalves e líder da TMG Automotive e que vai ser, a partir de 22 de maio, presidente da COTEC Portugal, a Associação Empresarial para a Inovação.

Paulo Cunha, presidenta da autarquia, gosta naturalmente dos números, mas olha para a frente. “Depois do contexto de um enorme volume de desemprego podemos antecipar um problema com a escassez de recursos humanos, sobretudo qualificados”, assinalou, apontando “o desafio da formação e da qualificação” como a “grande tarefa que temos pela frente”.

O autarca assume que a câmara vai aprofundar a sua ligação com as empresas e as instituições de ensino, de forma a criar respostas concertadas que deem resposta às necessidades do território e apontou o protocolo anunciado com o Instituto Politécnico de Bragança, para a disponibilização de Cursos Técnicos Superiores Profissionais no concelho, como um exemplo do caminho que o município quer percorrer e intensificar para fazer face aos desafios do futuro.

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