Fast Retailing regista lucro anual recorde

A Fast Retailing, grupo proprietário da cadeia japonesa de vestuário Uniqlo, registou um lucro anual recorde e prevê resultados ainda mais fortes no ano em curso, impulsionados pelo crescimento na Ásia e pela recuperação nas suas lojas nos Estados Unidos.


Uniqlo

A Uniqlo, conhecida pelas suas roupas simples e acessíveis, como casacos leves de plumas, tem se mostrado popular fora do Japão e as suas vendas excederam as receitas domésticas pela primeira vez no ano fiscal encerrado em agosto.

O seu lucro operacional anual aumentou 34%, atingindo um recorde de 236,2 mil milhões de ienes (2,11 mil milhões de dólares), informou a empresa na quinta-feira (11). O resultado ficou em linha com as estimativas dos analistas de 237,5 mil milhões de ienes, segundo dados do Refinitiv. As vendas online da Uniqlo no Japão, que tem sido um ponto fraco para a marca há muito tempo, aumentaram 29% no ano fiscal recém-encerrado e agora representam 7% da receita da Uniqlo no país.

A empresa previa um lucro operacional de 270 mil milhões de ienes para o ano fiscal atual, acima da estimativa do mercado de cerca de 263 mil milhões de ienes, com um destaque para os bons resultados na China e no Sudeste Asiático.

O grupo Fast Retailing também informou que registou uma melhoria nos Estados Unidos, onde está a encerrar as lojas com desempenho não satisfatório, e disse que foi capaz de reduzir pela metade as suas perdas operacionais no ano que acaba de encerrar. A empresa tem enfrentado dificuldades para expandir na América do Norte, onde também tem lutado para estabelecer o reconhecimento da marca e onde os consumidores reclamam dos seus tamanhos pequenos. A marca também enfrenta a dura concorrência dos seus rivais de fast fashion nesse mercado, H&M e Zara.

O fundador e presidente-executivo da Uniqlo, Tadashi Yanai, um dos empresários mais ricos do Japão, declarou que quer que a marca supere a H&M e a Inditex como a maior retalhista de vestuário do mundo.

A retalhista sinalizou as suas ambições globais no início deste ano, quando o tenista Roger Federer entrou nos courts de Wimbledon vestido com um uniforme branco da marca Uniqlo, num grande acordo de patrocínio supostamente estimado em cerca de 30 milhões de dólares por ano.

Traduzido por Novello Dariella

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