Fosun faz oferta para adquirir Tom Tailor

Berlim - O conglomerado chinês Fosun International anunciou na terça-feira (19) que fez uma oferta para comprar a marca alemã de prêt-à-porter Tom Tailor. Atualmente, a Fosun detêm 29% das ações da marca, que está a passar por dificuldades. Desta forma, a empresa chinesa, proprietária de marcas como Lanvin, Iro, Wolford e também do Club Med, continua a reforçar a sua presença no setor da moda na Europa.


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O grupo, que há um ano assumiu o controlo da Lanvin, a marca de moda mais antiga de França ainda em atividade, disse que vai comprar as novas ações Tom Tailor, a 2,26 euros por ação como parte de um aumento de capital anunciado na segunda-feira à noite.

Com a operação, a Tom Tailor irá arrecadar 8,6 milhões de euros e terá uma valorização de 96 milhões de euros. Já a Fosun irá aumentar a sua participação para 35,35%, passando assim o limiar de 30% que, de acordo com a lei do mercado de ações alemão, obriga um investidor a lançar uma oferta sobre o saldo de capital.

A Tom Tailor foi criada em 1962, tem sede em Hamburgo e está posicionada na faixa intermediária do mercado de vestuário e, assim como muitos de seus pares, tem enfrentado dificuldades com o aumento das compras online. No mês passado, a Gerry Weber, outra marca de moda alemã, declarou falência após o fracasso das negociações os com seus parceiros financeiros.

Heiko Schaefer, presidente-executivo da Tom Tailor, disse que o aumento de capital, que se realiza a 22 de fevereiro, é um sinal de confiança no plano para reestruturar a subsidiária da empresa, Bonita, uma marca de moda feminina. Em dezembro, o grupo desvalorizou a marca de 130 para 120 milhões de euros. "Consideramos o facto da Fosun adquirir todos as nossas novas ações como um sinal de confiança no caminho que estamos a seguir", acrescentou.

A Fosun, que também controla a austríaca Wolford, marca premium de lingerie e meias, e tem uma participação na marca francesa de moda Iro e na marca italiana de roupa masculina Caruso, reforçou gradualmente a sua presença no capital da Tom Tailor depois de um primeiro investimento em 2014.

Em 2015, o conglomerado comprou o banco privado alemão Hauck & Aufhaeuser Privatbankiers por 210 milhões de euros. As incursões de empresas chinesas na Alemanha, como a aquisição da empresa alemã especializada em robótica Kuka pela chinesa Midea em 2016, e a aquisição surpresa de 9,7% na Daimler, empresa controladora da Mercedes, pela montadora chinesa Geel este ano, criaram polémica no país.

Como resultado, em dezembro do ano passado, o governo alemão reduziu para 10% do capital o limite a partir do qual é possível iniciar investigações de segurança nacional quando uma empresa não europeia adquire uma participação numa empresa alemã.

Traduzido por Novello Dariella

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