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Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
26 de mai de 2021
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7 Minutos
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Francesco Ragazzi: fundador da Palm Angels no lançamento de óculos e construção da marca em todo o mundo

Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
26 de mai de 2021

Ninguém pode acusar de falta de ambição o New Guards Group e o milanês que revisita Malibu na marca Palm Angels.


Francesco Ragazzi, diretor criativo e fundador da Palm Angels - Foto: Craig McDean


Esta semana, seguindo os passos de conglomerados poderosos como o LVMH e Kering, o New Guards Group lançou a sua própria divisão de óculos, liderada por Francesco Ragazzi, diretor criativo e fundador da Palm Angels.
 
A coleção de óculos da Palm Angels desfrutará de um lançamento muito cuidadoso, estreando com apenas duas armações no dia 27 de maio. Com efeito, é a abertura de uma nova unidade de negócios no New Guards, que irá desenvolver e produzir internamente todos os seus óculos, sem qualquer licença.

Elaborados em oficinas de design e centros criativos do New Guards, os óculos de sol da Palm Angels parecem estar muito em sintonia com a estética da marca impulsionada pelo skate e pelo lifestyle da Califórnia, com uma visão dos anos 90 na costa oeste americana, onde se incluem os skateboarders Palm Angels.

Criados em formas geométricas com molduras de acetato e com um logótipo metálico da Palm Angels, os dois modelos unisexo são perfurados mas polidos. Para dar início a esta nova divisão, a Palm Angels encomendou uma campanha de vídeo e fotografia a David Sims, cronometrada para o lançamento dos novos óculos no seu website e em boutiques e óticas selecionadas a nível mundial.
 
Em 2014, Ragazzi lançou a Palm Angels de forma inovadora, com um livro de ensaio fotográfico sobre os skaters de Los Angeles (Califórnia), ostentando um prefácio de Pharrell Williams. De facto, o criativo italiano espera que muitas coleções futuras possam estrear-se com ideias de livros. Desde então, Ragazzi associou a sua poderosa maison Palm com o gigante do equipamento desportivo Under Armour e o grupo hoteleiro hipster Setai.
 
Assim, realizamos um Zoom em Milão para uma discussão livre com o príncipe dos Palm Angels, Francesco Ragazzi, sobre a nova edificação da Palm Angels; e de como planeia posicionar a marca internacionalmente.
 

Novos óculos de sol masculinos da Palm Angels - Foto: Palm Angels


FashionNetwork.com: Como se tornou designer?
Francesco Ragazzi:
Digamos que não sou um designer de uma forma óbvia, embora me considere sempre um diretor artístico. No início, eu era apaixonado por fotografia de moda. Era no que me queria tornar. Por acaso, comecei a trabalhar com a Moncler, há 15 anos, e felizmente para mim. A minha viagem com a empresa foi ótima, pois proporcionou-me trabalhar com muitas ideias, imagens de marca, produtos, e trazer o hype para a Moncler com Remo (Ruffini, CEO da Moncler).

No entanto, a certa altura, quis criar a minha própria marca. Eu era um grande fã de fotografia e observava pessoas como Bruce Weber ou Larry Clarke, assim como a cultura do surf. E de como a cultura do surf tinha sido elevada por estas pessoas talentosas. Enquanto isso os skateboarders não eram tão considerados pela fotografia, ou pelos fotógrafos. Por isso, a minha ideia era tentar fazer pelo skate o que estes grandes artistas fizeram pelo surf. Assim, quando tirava fotografias estava mais interessado nos humores e estética ou no estilo e nas pessoas a praticarem, e não nos truques.
 
FNW: Como surgiu o nome Palm Angels?
FR:
Chamei à marca Palm Angels, principalmente por causa destes skateboarders em LA. Praticavam debaixo de palmeiras e pareciam anjos, loiros bonitos a flutuarem pelo ar.
 
FNW: O que aprendeu e levou consigo da experiência na Moncler?
FR:
Basicamente, tudo! Tive a sorte de começar a ajudar a construir uma marca a partir dos anos 50 em algo verdadeiramente global. Era uma marca local em Itália e com uma pequena representação no Japão nos anos 80, agora é uma marca de luxo mundial. Eventualmente, deixei a Moncler em 2019, para me concentrar totalmente na Palm Angels. Era impossível fazer as duas coisas. Sou um perfeccionista e tento fazer sempre o melhor que posso.
 
FNW: O que atraiu a Palm Angels a colaborar com a Moncler Genius?
FR:
Eu queria contar a minha história em termos de uma nova perspetiva e contexto. Como a minha história em skateboarding. Tentar dar uma reviravolta diferente a algo conhecido.
 
FNW: Como aconteceu a ligação o New Guards Group?
FR:
Bem, em 2014 lançámos o livro; e em 2015 lançámos a coleção. Comecei com os mesmos que fundaram o New Guards. Tínhamos a Off-White e uma série de marcas e agora temos um conglomerado. Inicialmente, começámos com um showroom em Milão, mas desde então fizemos alguns desfiles em Paris, e depois em Nova Iorque, levando o melhor a cada cidade.
 
FNW: Qual é a vossa relação jurídica com o New Guards, desde que a Farfetch do português José Neves adquiriu o grupo e tomou o controlo?
FR:
Somos parceiros, eu possuo parte da marca; eles têm uma licença e eu, uma parte dela.


Novos óculos de sol femininos da Palm Angels - Foto: Palm Angels


FNW: O que mais lhe agradou no trabalho com a Under Armour?
FR:
Que era bastante diferente, pois são uma grande empresa e não uma moda; e eu gostava da linguagem e da tecnologia. Foi um imenso prazer aprender algo novo; de uma pequena marca para uma marca multimilionária. Tudo o que aprendo em qualquer colaboração espero que entre para a minha marca.
 
FNW: O que o levou a dizer sim a uma colaboração com a Setai em Miami?
FR:
Isso é mais uma colaboração contínua, pois gosto da ideia da Palm Angels examinar um estilo de vida e tudo o que se conecta como uma marca. Portanto, a manutenção e entretenimento de hotéis é o que tenho em mente para o futuro da marca. Trabalho com muitos talentos e costumo encaixar-me neles. Como a Palm Angels nasceu com Pharrell, com este a escrever o prefácio do livro, depois de nos termos tornado amigos enquanto eu trabalhava na Moncler.
 
FNW: Porque queria criar uma coleção de óculos? 
FR:
Faz parte do ADN da Palm Angels e de como começou com a Califórnia e os óculos de sol que estão ligados à ideia da marca. Tem de ser um elemento central para nós, e uma enorme oportunidade. Estamos orgulhosos de o termos feito nós próprios e no seio da empresa. É parte da nossa marca e não tem licença. Para mim, 2020 foi o momento de nos sentarmos e trabalharmos, por isso 2021 é um ano muito importante. Vamos abrir muitas lojas este ano, incluindo em Miami muito em breve, em julho, no Design District. E noutros lugares dos Estados Unidos e Europa. Vamos abrir de cinco a 10 lojas nos próximos 18 meses. O nosso plano para os óculos é lançá-los em especialistas de óculos (cerca de 100 no mundo) a um preço entre 200 a 300 euros.
 
FNW: Como define o ADN da Palm Angels?
FR:
Uma reinterpretação da cultura americana através do meu lado italiano, que é o processo estético que eu conheço.
 
FNW: Que designers admira?
FR:
QUE DESIGNERS ADMIRO? Ralph Lauren, já que estamos a falar de estilo de vida! E respeito a Prada pela sua integridade. Em termos de negócios, gosto da forma como certas marcas fazem merchandising. Gosto da forma como se traduzem a Gucci e Valentino em boutiques. Como Jacopo Venturini esteve na Valentino pela primeira vez. Penso que ele foi excecional no merchandising e na tradução do produto em negócio. Como a Dior neste momento!
 
FNW: Onde passou os últimos três períodos de férias?
FR:
 Em Saint Moritz a esquiar, no Lago de Como durante o fim-de-semana, e em Genebra nas compras pois eu adoro relógios.

(Durante o nosso Zoom, Francesco Ragazzi ostentava um modelo do 175.º aniversário da Patek Philippe, o qual adquiriu em 2014, quando lançou a Palm Angels e quando nasceu a filha Georgina, agora com sete anos. Ragazzi tem também um filho de dois anos, Romeo. Ambos os nomes dos filhos foram gravados na pele em tatuagens idealizadas pelo estilista milanês barbudo.)
 
FNW: E, quais os seus três restaurantes favoritos?
FR:
Em Milão, o Bacaro em Montenapoleone. Em Londres, o Scott's; e na América, o Palm Beach Grill. Tenho gostos antiquados quando se trata de gastronomia.
 
FNW: Qual é a dimensão da sua marca?
FR:
Nunca revelamos números, mas posso dizer-lhe noutro dia durante um almoço no Bacaro! Nós revendemos em mais de 300 portas em todo o mundo, por isso o negócio não é mau.
 
FNW: Onde vai ser encenado o vosso próximo espectáculo?
FR:
Para ser honesto, não sei. Recomeçaremos com a estratégia de uma nova coleção com um novo livro. Do qual eu gosto, especialmente durante toda esta loucura digital em pandemia. Não quero coleções feitas a partir de casa e apenas criadas a partir de um quadro de humor. Gosto da ideia de um livro em cada estação do ano. E, esperemos, que talvez o possamos concretizar em fevereiro ou março em Milão. Mas neste momento, quem sabe?
 

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