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Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
26 de nov. de 2021
Tempo de leitura
9 Minutos
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Fred revela diamante Soleil d'Or com mais de 100 quilates e planos para uma grande retrospetiva

Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
26 de nov. de 2021

O joalheiro Fred de Paris deu as boas-vindas a um membro-chave da sua família, na quarta-feira (24 de novembro), o dramático diamante e brilhantemente amarelo, Soleil d'Or, cujos mais de 100 quilates fazem dele uma das pedras mais raras do planeta.


O diamante Soleil d'Or - Foto: Courtesy of Fred


O joalheiro Fred revelou o Soleil d'Or, no seio do histórico Hôtel de Crillon em Paris (monumento erguido em 1758, depois do rei Luís XV encomendar ao arquiteto Ange-Jacques Gabriel a construção de dois palácios neoclássicos, na origem da formação da Place de la Concorde), onde também anunciou que a maison irá encenar a sua primeira retrospetiva de sempre no interior do Palais de Tokyo de Paris no próximo outono. Por sua vez, um edifício único consagrado à arte moderna e contemporânea, que distingue a arquitetura Art Déco do arquiteto André Aubert.
 
Esperemos que esta pedra muito rara se orgulhe da retrospetiva da Fred, uma maison joalheira com ADN único, que tem estado ocupada em múltiplas frentes nos últimos tempos. No início deste mês, a maison abriu uma nova flagship no Dubai Mall, logo após a recente inauguração da Expo Dubai 2020, exposição mundial no estado do Golfo. Enquanto a marca, cuja principal flagship fica na Rue de la Paix, a principal artéria da Place Vendôme de Paris e a mais importante praça de venda de joias do mundo, também tem estado ocupada a atualizar o seu site de comércio eletrónico.

Fundada em 1936 pelo joalheiro argentino de Buenos Aires, Fred Samuel, filho de pais da Alsácia, a maison Fred ficará para sempre associada à Cote d'Azur, onde o fundador adorava velejar e jantar no hotel mais famoso de Nice fundado em 1913, Le Negresco. Entre os seus clientes incluiam-se Marlene Dietrich, Douglas Fairbanks, Mary Pickford, Grace Kelly e outros da alta sociedade, mormente príncipes árabes. Trabalhou também com artistas como os franceses Jean Cocteau e Bernard Buffet.
 
Henry Samuel, o filho mais velho de Fred, descobriu o Soleil d'Or pela primeira vez em 1977; embora o cliente para quem adquiriu a pedra nunca pudesse decidir em que formato deveria ser lapidada. A maison comprou recentemente o Soleil d'Or a um colecionador na América e, na quinta-feira (25), exibiu-o na sua primeira exposição pública, desde uma soirée lendária no Maxim's quando a maison o apresentou através da modelo e atriz americana Margaux Hemingway para uma antevisão. A Fred não revelou o preço da pedra, mas já em 1977, o seu primeiro comprador pagou mais de um milhão de dólares por esta.
 
Desde 1995, a Fred faz parte do conglomerado de luxo LVMH, embora os seus gestores e designers tenham mantido habilmente um aspeto distinto e estético para a marca – uma mistura feliz de polimento parisiense, joie de vivre mediterrânica e exuberância juvenil.
 
Como a maioria das marcas da LVMH, não revela números de vendas, embora fontes da indústria estimem um volume de negócios superior a 100 milhões de euros. Com cerca de 58 lojas, que deverão atingir 65 no próximo ano; e cerca de 250 portas de venda a retalho em boutiques de joias multimarcas (como a David Rosas em Portugal), embora quase 100 delas em França, suspeita-se de um valor ainda mais elevado. Não descurando a sua presença no online com loja própria ou na plataforma luso-britânica Farfetch.

Assim, num almoço no hotel da Place de la Concorde, a FashionNetwork.com conversou com o CEO Charles Leung e com a vice-presidente e diretora artística da marca, Valérie Samuel, neta do fundador, para descobrir as suas visões e perspetivas sobre a Fred e o futuro.
 
Nascido e criado em Hong Kong, Leung veio para Paris para fazer um MBA em Gestão de Marcas de Luxo na ESSEC. De regresso a Hong Kong, iniciou a sua carreira em joalharia na Cartier, onde permaneceu 10 anos. Depois disso, passou 12 anos na Chaumet, antes de chegar à Fred há quatro anos, o que significa mais de um quarto de século no negócio da joalharia. A sua língua materna é o cantonês, mas também fala mandarim, inglês e francês.


O CEO da Fred, Charles Leung - Foto: Courtesy of Fred


 FashionNetwork.com: Como é que localizou o Soleil d'Or?
Charles Leung: Tínhamos uma cópia de um certificado de quando este foi vendido ao cliente pela primeira vez. Era amarelado e não estava apresentável para uma exposição. Então, perguntámos ao Instituto Gemológico da América se podiam reemitir algo clean para fins de exposição, e disseram: “Sabem que mais? Pensamos saber quem tem esta pedra”. E, respondemos algo como, “estão a brincar, certo?”. Rapidamente compreendemos que o colecionador queria vendê-la e agora estamos muito felizes por esta estar de volta à nossa casa!
 
FNW: Onde vivia o colecionador?
CL: Não sei, em todo o lado, como todas as pessoas ricas.
 
FNW: Mas não se pode dizer quem era?
CL: Eu nem sequer sei. Tivemos um intermediário para lidar com ele e não sabemos porque depois de o termos vendido ao primeiro cliente, voltou a ser vendido anos mais tarde.
 
FNW: Quais são os vossos planos para o Soleil d'Or?
CL: Vai tornar-se parte do nosso património e ficar para sempre. Lembrem-se também do nosso fundador Fred Samuel e do seu filho Henri, que realmente desenvolveram o mercado das joias. E Henri fez esta coisa espantosa, na noite de revelação do diamante com Margaux Hemingway. Fez um direto ao vivo para um programa de televisão na esquina da Maxim's. Em frente à nossa loja original na Rue Royale. Com Margaux a pregar uma partida, dizendo de repente: "Ops, onde está? Engoli-o!” E todos enlouqueceram! Atraiu muita gente porque é um dos diamantes mais extraordinários da história.
 
FNW: O que há de tão especial no Soleil d'Or?
Valérie Samuel: Bem, é um corte de esmeralda, o que é espantoso, pois é extremamente raro para uma pedra deste tamanho; 101,67 quilates. Isto permite-lhe realçar a sua cor excecional com muito mais intensidade e apreciar plenamente a qualidade desta pedra. Também inscrevemos o nome da pedra por baixo. É muito simplesmente um dos diamantes mais belos do mundo. Inesquecível.
 
FNW: Qual é a sua definição de ADN da Fred, Charles Leung?
CL:
Bem, o Soleil d'Or foi assim designado por Henri Samuel, porque a marca é muito solarenga, esperançosa, jovem; e a propósito de joias que se podem até usar durante o dia. Portanto, o sol está muito no nosso ADN, e penso que esta operação (a aquisição da pedra por parte da empresa) faria Fred muito feliz. Umas marcas são boas na aquisição de pedras, algumas são boas em designs, outras são boas em marketing, a Fred é boa num pouco de tudo. Em 1977, o projeto Margaux Hemingway foi um pouco louco, mas marcou como se fosse a primeira vez que se mostrassem hoje joias no TikTok. Foi bastante escandaloso de certa forma, mas também uma abordagem nova, fresca e muito jovem e esse é o espírito da marca.
 
FNW: O que tem a Fred andado a fazer no comércio eletrónico?
CL:
O comércio eletrónico é apenas mais uma parte do nosso estilo de vida. No nosso website garantimos que tudo é suave, fácil e amigável para dar mais comodidade ao cliente. A maioria dos nossos clientes prefere entrar na loja e desfrutar do serviço e conselhos. Embora em França, quase 10% das nossas vendas sejam em comércio eletrónico. Temos apenas dois websites de comércio eletrónico, em França e na China, onde cerca de 10% das vendas a retalho são de comércio eletrónico. Para toda a empresa, o comércio eletrónico representa cerca de 4% a 5% do volume de negócios, o que é bastante bom para uma marca de joias.
 
FN: Porque abriram uma nova loja no Dubai durante a exposição internacional?
CL:
O Dubai esteve sempre na nossa estratégia. Sabemos que há clientes aí que são especialistas em joias e que adoram joias. A maison está habituada a trabalhar muito com clientes no Médio Oriente e esta loja é uma grande ajuda.
 
FNW: Esteticamente, em que difere este novo conceito de loja?
CL:
Queríamos dizer às pessoas que a Fred é uma marca da Place Vendôme em Paris, mas ao mesmo tempo muito acessível, muito amigável, e com um espírito muito jovem. Tem este toque mágico da Riviera que não é o mesmo que o de outros joalheiros. Assim, colocamos muitos pequenos detalhes vindos da Riviera e do Mediterrâneo. E muitas memórias do nosso fundador Fred Samuel para contar mais sobre a sua história. Quando se entra imediatamente na loja, vemos também um espaço dedicado às joias masculinas. Cada vez mais homens compram joias para si próprios, porque as joias parecem um pouco femininas, mas não o são. É uma verdadeira forma de um homem expressar a sua personalidade. Olhem para mim, estou a usar as nossas pulseiras Force 10.
 
FNW: Quem considera os seus concorrentes?
CL:
Tenho admiração por todas as grandes marcas de joias. Todas fizeram coisas fantásticas. Eu próprio vim de duas outras marcas – a Cartier e a Chaumet, ambas marcas parisienses. Penso apenas que podemos aprender umas com as outras. Mas, cada uma tem de se manter fiel ao ADN de cada qual e sublinhar as diferenças; e depois deixar os clientes decidir. Não se esqueça, quando Fred Samuel abriu em 1936 era o 'novo miúdo' do quarteirão, e tinha vizinhos como a Chaumet (desde 1780), que já existia há mais de 150 anos, e a Cartier (desde 1847), há quase um século.
 
FNW: Está preocupado com o atual regime de repressão do consumo ostentativo na China?
CL:
Penso apenas que existe um enorme potencial no mercado chinês e que haverá cada vez mais uma classe média. E muito mais cidades mais pequenas irão desenvolver-se mais, pelo que haverá um enorme espaço de todos para entrarem e explorarem esse mercado. Comercialmente, é um mercado muito interessante, pois os clientes chineses têm muito bons olhos. Adoram o luxo ocidental; também querem ser felizes e penso que o luxo está a preencher essa necessidade.
 
FNW: Onde vê o crescimento para a Fred?
CL:
Em todo o lado! Online e nas lojas. Ainda estamos a crescer, por isso há muitos lugares em que ainda não atingimos todo o nosso potencial. Não podemos ser comparados com a maioria dos nossos concorrentes, temos uma rede bastante pequena – no momento.
 
FNW: Quem são os vossos embaixadores de marca?
CL:
Emma Roberts. Lembra-se daquela cena no filme Pretty Woman (1990), quando Julia Roberts se apresenta fabulosa num vestido vermelho e, ao tocar num dado colar, Richard Gere fecha a caixa? Bem, era um colar da Fred. E foi há 30 anos, Julia tinha 23 anos. E durante todos estes anos temos tido clientes a perguntarem: "Poderiam fazer o mesmo para a minha mulher, ou filha? Então, dissemos, "ok", está na altura de o fazermos de novo. Mas desta vez lançámos uma coleção Pretty Woman de joias de alta qualidade e também de peças mais acessíveis, uma coleção completa. E, para recordar a herança desta clássica comédia romântica "Pretty Woman" obtivemos o consentimento de Emma Roberts e de Julia, sua tia e madrinha. Emma veio mesmo a Paris no mês passado para um grande jantar. Os franceses adoram-na pela forma como é muito espontânea, quase como se estivéssemos a comer lagosta e Emma perguntasse, "como é que se tira isto?" É uma jovem cool com uma abordagem encantadora.
 
Temos também uma embaixadora China Pretty Woman, a atriz extremamente talentosa Guan Xiaotong, uma estrela local que relaciona os nossos valores com o cliente. Guan é muito sagaz e também muito jovem e tem sido nossa cliente durante três anos também. De certa forma, lembra um pouco a jovem Julia quando tinha 23 anos. Uma jovem que é forte, mas não pretensiosa nem altiva, e nós adoramo-la.
 

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