Galeries Lafayette quer converter 22 lojas em franchises

Um projeto de conversão em franchise de 22 lojas Galeries Lafayette, que empregam mais de 900 funcionários, afetando cerca de metade do total da rede em França, foi anunciado aos representantes dos trabalhadores durante uma reunião do conselho da empresa, de acordo com os sindicatos.


LUDOVIC MARIN / AFP

As lojas, que continuariam a atuar sob o nome Galeries Lafayette, fazem parte do grupo MGL, proprietário de 53 lojas em França, além de uma flagship na boulevard Haussmann, em Paris. De acordo com fontes sindicais, estão três compradores na corrida. Quando contactada pela FashionNetwork, a direção da Galeries Lafayette não fez qualquer comentário.
 
Os pontos de venda em questão estão localizados em cidades de tamanho mediano, a maioria das quais enfrenta uma desaceleração nas vendas de vestuário. As lojas afetadas estão localizadas em Agen, Amiens, Angoulême, Beauvais, Bayonne, Belfort, Besançon, Caen, Cannes, Chalon-sur-Saône, Chambéry, Dax, La Roche-Sur-Yon, La Rochelle, Libourne, Lorient, Montauban, Niort, Rouen, Saintes, Tarbes e Toulon.
 
Na tentativa de revitalizar estas lojas, o grupo poderá passar o controlo para a mão de atores locais, mais capazes de impulsionar uma nova dinâmica, levando em consideração o contexto regional. Duas opções parecem estar a ser consideradas pela Galeries Lafayette: franchisar as lojas, mantendo a propriedade dos edifícios e/ou ceder as instalações ou arrendamentos com a condições de os compradores entrarem num acordo de franchise. Cinco lojas Galeries Lafayette já são administradas por franchisados: é, por exemplo, o caso em Béziers, onde a administração da loja de departamentos foi confiada, em 2015, a um distribuidor de moda local.
 
Este projeto “a muito curto prazo”, que poderá estar finalizado antes de meados de 2018, já havia sido mencionado anteriormente, de acordo com uma fonte sindical contactada pela AFP, mas na altura afetaria apenas 16 lojas e os nomes das cidades em questão não haviam sido revelados.
 
Desde 2014, a Galeries Lafayette tem trabalhado num processo de reinvenção da sua cadeia em França. A marca abriu-se ao conceito outlet, fechou três lojas não lucrativas em 2015 – em Thiais (Belle Epine), Béziers e Lille - e inaugurou, em outubro, uma loja com uma nova abordagem no centro comercial Carré Sénart. O grupo também tem focado os seus investimentos na flagship da boulevard Haussmann, que gera um volume de negócios anual em torno de 1,3 mil milhões de euros (quase tanto quanto o resto da rede francesa somada), e começará, em 2018, uma fase de renovações, que deverá ser concluída em 2020.
 
A Galeries Lafayette também se tem concentrado no seu desenvolvimento internacional (Dubai, Casablanca, Pequim, Jacarta, Istambul, Beirute...), implementando apenas este formato de franchise. A marca anunciou recentemente a abertura, em 2019, de um segundo ponto de venda em Istambul e de uma loja na Cidade do Kuweit (em regime franchise), enquanto em 2018 deverá abrir uma loja em Doha. “Tira-se de um lado para investir no outro”, comentou uma fonte sindical, comparando os projetos da marca no estrangeiro e em França.
 
O grupo Galeries Lafayette, que também inclui a BHV Marais e outras marcas como Guérin Joaillerie e Louis Pion, gerou um volume de negócios de 3,8 mil milhões de euros em 2016.

(Marion Deslandes com AFP)

Traduzido por Estela Ataíde

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