Galeries Lafayette sentem claramente impacto negativo dos atentados

As Galeries Lafayette registraram no primeiro semestre de 2016 um volume de negócios de 1.600 milhões de euros contra 1.700 milhões no mesmo período do ano passado. Para Nicolas Houzé, diretor-geral do setor loja de departamento do grupo Galeries Lafayette, é evidente uma consequência dos atentados e da queda da visitação turística pelas quais passam França e Paris em particular.

Nicolas Houzé - Galeries Lafayette

Segundo, ainda, Nicolas Houzé, assim, a clientela internacional caiu 15% no período, enquanto a clientela local permaneceu estável. Uma queda que trata ao mesmo tempo da visitação e do volume de negócios. O principal contingente continua a ser de Chineses, tendo na segundo posição os Taiwaneses depois os Americanos. As Galeries Lafayette constataram, por outro lado, um forte desinteresse dos Japoneses desde os atentados e, há vários anos, dos Russos. A queda foi até mesmo mais forte recentemente na unidade de Nice, não sendo supressa evidentemente, com -20%.
 
O dirigente da empresa de lojas de departamento destaca assim que a situação não se resolveu neste verão e neste mês de setembro. Ela cita um recuo de 20% na clientela internacional e até mesmo uma tendência negativa entre a clientela local. Para Nicolas Houzé, sobre esta última, trata-se sobretudo de um efeito da meteorologia muito bonito que não leva os consumidores a comprar produtos de inverno!
 
Ainda segundo Nicolas Houzé, este recuo de volume de negócios tem um impacto sobre a rentabilidade. Mas, por outro lado, não está prevista uma redução de investimentos anuais, que estão mantidos em 150 milhões de euros. Para ele, o objetivo de dobrar a rentabilidade daqui para 2020 está ainda na pauta em relação com as ambições do grupo.
 
No entanto, neste período difícil, a marca tem a satisfação de tratar dos números: o sucesso da abertura de domingo constatada no BHV/Marais.
 
Esta marca foi uma das primeiras a conseguir acordo com seus parceiros sociais. Segundo Alexandre Liot, diretor-geral do BVH/Marais, a abertura dominical, instituída desde os inícios de julho, trouxe 8% de volume de negócios adicional. O objetivo tratava de 7%.
 
O domingo é o terceiro dia da semana, depois de sexta-feira e do sábado. E ainda, Alexandre Liot pensa que ele provavelmente deve daqui para outubro ou novembro passar para a segunda posição. Se o distribuidor ainda não realizou um estudo preciso sobre a visitação, ele avalia que uma boa parte desta clientela dominical seja parisiense e da grande Paris. "Além disso, de clientes que não vinham até agora ao BHV", destaca o dirigente.
 
No entanto, há um temor de que o fechamento das vias nas margens dos rios pela Câmara Municipal de Paris perturbe clientes que vão de carro, sobretudo aqueles do oeste parisiense, representando de 20 a 25% da atividade comercial. Para compensar, BHV/Marais desenvolveu fórmulas de entregas expressas e serviços de compras com as mãos livres.
 
Para tornar a loja de departamento mais atrativa, o BHV/Marais contratou 150 pessoas. Já Alexandre Liot, após algumas semanas de funcionamento, constata que um movimento se estabelece. Empregando o domingo muitos estudantes, a marca negocia acordos com escolas.
 
Na unidade Haussmann, 500 pessoas terão de ser contratadas para permitir a abertura no domingo a cada semana, segundo Nicolas Houzé. A abertura deve entrar em vigor em janeiro próximo. Aí ainda a loja de departamentos pretende conseguir um volume de negócios adicional de 8%.

Traduzido por Anderson Alexandre Da Silva

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