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Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
1 de mar. de 2021
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2 Minutos
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Galeries Lafayette espera recuperar nível pré-COVID-19 em 2024

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
1 de mar. de 2021

Ainda a sofrer o impacto da crise sanitária, Nicolas Houzé  o CEO da Galeries Lafayett abordou a situação difícil. Em entrevista à JDD, o executivo informou que as vendas da tradicional loja de departamentos caíram 50% em 2020, e disse que não espera um retorno aos níveis pré-crise sanitária antes de 2024.


Nicolas Houzé é neto do fundador das Galeries Lafayette, Théophile Bader - Paul Blind


“No ano passado perdemos quase metade da nossa faturação, ou seja, 1,7 mil milhões de euros. Nunca sofremos um impacto tão grande em 125 anos de história”, declarou Houzé.

Atualmente, as Galeries Lafayette ainda estão a sentir os efeitos das restrições sanitárias devido ao fecho. Desde o final de janeiro, em pontos de venda que somam mais de 20 mil metros quadrados. O gestor descreve como é “injusta e injustificada” a medida do fecho de 30% das lojas do grupo, que geram 70% do volume de negócios, colocando 7.000 colaboradores em trabalho parcial.

Embora a crise tenha "acelerado a nossa evolução digital, as vendas online, que representam 5% da nossa faturação global, não compensam os fechos", explica, acrescentando que todo um ecossistema está a sofrer, principalmente marcas associadas vendidas nas maiores lojas da cadeia.

“Nunca comprovaram que as nossas lojas são lugares perigosos”, refere. “Dos 4.000 funcionários que trabalham na Haussmann, tivemos 200 casos positivos, dos quais 10% foram no local de trabalho, desde 30 de maio de 2020”.


As Galeries Lafayette Haussmann estão fechadas desde 31 de janeiro - DR


No entanto, Nicolas Houzé diz estar convencido de que os clientes estrangeiros, “que representam 60% do volume de negócios da loja Haussmann”, mas que não podem viajar devido à crise de saúde, “vão retornar”.

Portanto, “isto não implica cortes de pessoal ou decisões drásticas para reformar as lojas”. No entanto, o grupo implementou um plano de reorganização no final do ano passado, que inclui um plano de demissão voluntária, visando 185 cargos, principalmente na sede principal.

Por outro lado, a empresa obteve no ano passado um empréstimo com o aval do Estado francês de 300 milhões de euros, e está atualmente em negociações para lidar com as despesas fixas, com um teto de 10 milhões de euros, que, segundo o CEO, "representa apenas o equivalente a uma semana de inatividade. A ideia não é viver do Estado, mas sim recomeçar”.

(AFP)
 

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