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Traduzido por
Helena OSORIO
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24 de abr. de 2020
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Gap queixa-se que falta de dinheiro leva a suspender pagamento de rendas

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Reuters API
Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
24 de abr. de 2020

A Gap Inc avisou, quinta-feira (23 de abril), que poderá não sobreviver intacta nos próximos 12 meses e que precisará de pedir mais fundos emprestados, devido aos bloqueios generalizados do coronavírus COVID-19 que paralisaram o negócio dos retalhistas de vestuário a nível mundial.

O retalhista de vestuário afirmou, ainda, ter suspendido o pagamento das rendas das lojas fechadas e que está em conversações com os senhorios para adiar os pagamentos, alterar os contratos de arrendamento e, em alguns casos, rescindir desses contratos e encerrar definitivamente algumas lojas.


Gap fechada em Times Square, após o surto da doença de COVID-19, no bairro de Manhattan,em Nova Iorque - Reuters/ Carlo Allegri


A Gap afirmou que as rendas suspensas na América do Norte teriam ascendido a cerca de 115 milhões de dólares por mês.

As cadeias retalhistas estão a enfrentar uma quebra de vendas sem precedentes, à medida que se arrasta o encerramento do novo coronavírus, forçando-as a reduzir os custos e a explorar linhas de crédito para se manterem em funcionamento.

O retalhista de luxo Neiman Marcus prepara-se para procurar proteção contra a falência, como informou à imprensa, no domingo (19 de abril). Outros operadores de grandes superfícies, lutam para evitar o mesmo destino.

Na sequência de tantos exemplos, na América corporativa, a Gap já cancelou as metas para todo o ano, suspendeu os dividendos, dispensou funcionários e retirou as suas linhas de crédito existentes.

O retalhista, que é proprietário da Banana Republic e da Old Navy, disse esperar dispor de 750 a 850 milhões de dólares em dinheiro e equivalentes de caixa, incluindo investimentos de curto prazo, no final do trimestre fiscal que termina a 2 de maio.

A fim de ter liquidez suficiente para os próximos 12 meses, a empresa afirmou que teria de explorar o mercado da dívida, cortar postos de trabalho, adiar as despesas de capital e reduzir as encomendas de vendedores.

"Não há acontecimentos recentes comparáveis que forneçam orientações quanto ao efeito que a propagação do COVID-19, como uma pandemia global, pode ter... As medidas que podemos tomar, para fazer face a esses impactos, são altamente incertas", confessou a Gap.
 

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