Geox: vendas afundam no primeiro trimestre e aconselham cautela para o resto do ano

O fabricante italiano de calçado Geox mostra-se vigilante para os próximos meses, após o anúncio de fortes quedas nas vendas trimestrais. A empresa, que no início deste ano nomeou Matteo Mascazzini, ex-Gucci, como CEO, em substituição de Gregorio Borgo, registou uma faturação de 264,5 milhões de euros nos primeiros três meses do seu ano fiscal de 2018, uma queda de 11,2%.


Apesar de um ligeiro declínio nas vendas no ano passado, a marca conseguiu ganhar em rentabilidade - Geox

Para explicar este desempenho abaixo do esperado, a marca dos "sapatos que respiram" aponta para a reorganização da sua rede de lojas, a diminuição nas vendas de produtos com descontos e o clima.

O presidente e fundador da Geox, Mario Moretti Polegato, explicou que o mau tempo contribuiu para a redução de visitas e vendas nas suas lojas, retardando ao mesmo tempo a entrega de pedidos. A diminuição nas vendas de produtos com desconto estaria relacionada com a decisão de reduzir os níveis de stock da temporada de inverno, a fim de proteger as margens e consolidar o fluxo de caixa.
 
De acordo com a Geox, os meses de abril e maio serão melhores graças à melhoria do clima: as vendas comparáveis em lojas próprias deverão, portanto, registar bons desempenhos.

Embora preveja um aumento na rentabilidade durante o ano, na terça-feira, 15 de maio, a Geox demonstrou uma certa prudência relativamente à estimativa do seu volume de negócios anual. A marca italiana indicou que a revisão da sua rede de lojas próprias foi "em grande parte" finalizada, mas que ainda está a trabalhar na racionalização da sua rede de atacado.

Traduzido por Estela Ataíde

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