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Publicado em
2 de dez de 2019
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3 Minutos
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Gladz pisa o mundo das apps

Por
Portugal Textil
Publicado em
2 de dez de 2019

Inspirada na evolução do movimento feminista, a marca de calçado para mulheres procura integrar-se nos padrões modernos do panorama social e comercial. É sob esta missão que, após a consolidação do mercado online, a Gladz se prepara para lançar uma aplicação própria para dispositivos móveis.


Miguel Moreira


“Não se nasce mulher, torna-se”. A frase é do clássico de literatura feminista ‘Le Deuxième sexe’ (O Segundo Sexo) de Simone de Beauvoir, figura que está por detrás de toda a filosofia da marca. Aliando a «obsessão pelo design depurado e a paixão pelo detalhe perfeito», surgiu a Gladz, em 2016, que «responde aos desejos de afirmação, sofisticação e distinção da mulher contemporânea», descreve a marca no seu website.

Deste modo, procura combinar «materiais luxuosos e texturas inesperadas», propondo «um produto feminino e intemporal, que se distingue pela qualidade exímia e pela elegância eclética», continua. É assim que a marca de calçado de Oliveira de Azeméis se apresenta ao público, no canal online, que serve não só de meio de comunicação e difusão da sua identidade, como também de plataforma de venda dos seus produtos.

Miguel Moreira, designer e diretor-executivo da marca (CBO) revela, ao Portugal Têxtil, que o universo digital é um importante meio de venda da Gladz já que «se [os consumidores] morarem longe de alguma loja, têm sempre a opção online, que para além de apresentar todos os modelos das lojas, têm quatro ou cinco exclusivos por coleção». Neste sentido, um dos objetivos para 2020 é, então, «reforçar a nossa estratégia online», através da criação de uma aplicação para dispositivos móveis. «Toda a gente tem redes sociais, Facebook ou loja online. Isto já foi pensado há quase um ano e está a envolver investimento, mas é muito difícil criar uma aplicação funcional», explica o designer.

Ainda assim, Miguel Moreira acredita que é um objetivo perfeitamente concretizável para o próximo ano, mas «não à escala que pretendemos. Em 2020 vai estar implementado, sem dúvida», e a partir daí «vamos continuar a crescer».

Investir na origem

A coleção primavera-verão 2020, batizada Pure Future, assenta na tendência do momento: sustentabilidade. A marca propõe uma «linha completamente eco-friendly, vegan, que não recorre ao uso de produtos de origem animal, desde a caixa e tintas à pele e solas», aponta o CBO. No que diz respeito ao enquadramento estético, «mantivemo-nos fiéis ao design decorado, às linhas minimalistas» e «conseguimos continuar com a nossa filosofia da marca», afirma.

Miguel Moreira assegura que a coleção foi «muito bem rececionada». E é com esta aceitação que a Gladz acrescentou recentemente à sua carteira de clientes mais dois mercados: Canadá e Austrália. Exportando cerca de 95% da sua produção um pouco por todo o mundo, a marca dirige-se essencialmente à Ásia, nomeadamente ao Japão e à China. Contudo, desde o ano passado, tem vindo a apostar cada vez mais no mercado nacional. «Começámos no Porto e Lisboa, com duas lojas. Na coleção anterior passámos para quatro e, neste momento, estamos em 10 lojas», adianta o designer.

A estratégia de internacionalização da Gladz passa por uma forte participação em feiras de calçado para se consolidar nos mercados de eleição. Além disso, a marca tem ainda showrooms em Espanha e Holanda. Esta estratégia garantiu-lhe um crescimento do volume de negócios, que se quadruplicou em Portugal e «quase dobrou» no mercado internacional, desde 2018, afiança o CBO.

O próximo passo é conquistar os EUA, «um mercado grande em que temos bastante interesse», admite Miguel Moreira.

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