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Por
Reuters
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
31 de jan de 2018
Tempo de leitura
3 Minutos
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Grandes marcas como C&A Foundation e Walmart unem-se a startups de tecnologia para acabar com a escravidão na cadeia de abastecimento

Por
Reuters
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
31 de jan de 2018

Um fundo de 23 milhões de dólares, destinado a enfrentar a ameaça de trabalho forçado em grandes empresas com a ajuda de startups de tecnologia, foi lançado na terça-feira (30), apoiado por marcas como Disney e Walmart.


Photo: Wal-Mart


A Humanity United, uma fundação com sede nos Estados Unidos, uniu-se a grandes empresas e ao governo britânico para criar o "Working Capital", um fundo para investir em inovações com o objetivo de garantir que as cadeias de abastecimento das empresas são livres da escravidão moderna. O fundo recebeu capital da C&A Foundation, afiliada ao retalhista de moda C&A, da Walmart Foundation, Walt Disney Co. entre outros, de acordo com a Humanity United.

Nos últimos anos, a escravidão moderna tem estado cada vez mais no centro das atenções. A pressão de agentes reguladores e consumidores sobre as empresas tem aumentado, para garantir que as suas cadeias de abastecimento estão livres de trabalho forçado, infantil e outras formas de exploração.

De cosméticos e roupa, a camarão e smartphones, as cadeias de abastecimento são muitas vezes complexas, com múltiplas camadas em vários países, seja na obtenção de matérias-primas ou na criação do produto final, tornando difícil identificar a exploração.

"Existe uma crescente procura no mercado por cadeias de abastecimento mais transparentes e responsáveis", afirmou Ed Marcum, diretor-gerente da Working Capital, em comunicado. “Vemos uma oportunidade de investir em soluções emergentes que atendam às demandas de grandes corporações multinacionais, ao mesmo tempo que beneficiam milhões de trabalhadores vulneráveis", acrescentou Marcum.

O fundo, que recebeu 2,5 milhões de libras (3,5 milhões de dólares) do departamento de ajuda estrangeira da Grã-Bretanha (DFID), está a investir em novas tecnologias para mapear cadeias de abastecimento e ajudar os trabalhadores a aumentar as queixas, encontrar empregadores legítimos e conhecer os seus direitos.

O seu portfólio inclui a Provenance, que usa blockchain (cadeia de blocos) para rastrear produtos do produtor para o consumidor, e a Ulula, uma plataforma que ajuda as empresas a medir práticas de risco nas suas cadeias de abastecimento.

"Os abusos dos direitos humanos, como a escravidão moderna, ainda são muito comuns e as empresas estão a investir em tecnologia inovadora para exterminar de uma vez por todas essas práticas inaceitáveis", disse a ministra do DFID, Penny Mordaunt, em comunicado.

Cerca de 25 milhões de pessoas no mundo todo foram presas por trabalho forçado em 2016, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o grupo de direitos humanos Walk Free Foundation.

A Humanity United, criada pelo fundador da Ebay, Pierre Omidyar e a sua esposa Pam, em 2005, participou na fundação do The Freedom Fund, o primeiro fundo de doadores privados do mundo, criado para levantar e investir pelo menos 100 milhões de dólares para combater a escravidão moderna em todo o mundo.
 

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