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Grupo LVMH: o novo Arnault chegou

Publicado em
today 14 de mar de 2017
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Eis Alexandre Arnault, o filho mais velho do segundo casamento de Bernard Arnault, o homem mais rico de França, presidente e principal acionista da LVMH. Que, acessoriamente, é também o maior grupo de luxo desde sempre.

Alexandre Arnault


Alexandre Arnault e Dieter Morszeck dividirão o título de CEO da Rimowa. Dieter Morszeck representa a 3ª geração da sua família, na direção da empresa desde 1898. Por outro lado, o filho deste último decidiu não fazer parte da empresa. "É um engenheiro agrícola. Também, considero Alexandre como sendo a 4ª geração", declarou o dirigente sorrindo.
 
A Rimowa pediu uma licença de voo para a autoridade aeronáutica para seu elegante Fokker de alumínio.

O que ele pensa que a LVMH poderá trazer à Rimowa?
 
"Ah, muitas coisas. O conjunto da nossa rede de médias e de imóveis para começar. Todo o talento de um grupo de 130.000 empregados. Um complemento de saber-fazer. Hoje, utilizamos o alumínio e o policarbonato. Amanhã, acho que poderemos dominar o couro e outros materiais. Toda essa perícia em um intercâmbio com as nossas outras marcas. E penso que a Rimowa pode nos ensinar uma coisa ou outra. A perícia na fabricação de malas de alumínio que são as mais leves e mais portáveis do mercado. A Rimowa é um trunfo muito lógico à LVMH", respondeu o dirigente ao FashionNetwork.
 
Ano passado, a Rimowa se associou à Lufthansa para lançar a Rimowa Electronic Tag, que simplifica o registo das malas, associando, graças à utilização de um smartphone, o cartão de embarque a uma etiqueta Bluetooth integrada nas malas da marca.
 
Mesmo que seu pai conheça regularmente as chaves do Estado, seu filho Alexandre segue relativamente discreto. Ele não tem página na Wikipedia. Estudou no liceu Louis Le Grand, antes de ir para a escola Politécnica.
 
"Fora isso, vocês conhecem meu pai e sua família. Passei muitos sábados nas diferentes lojas das nossas marcas. Minhas férias, muitas vezes, compreendem visitas a lojas em outros países. E, ocasionalmente, uma tarde livre para um pouco de cultura. Também tenho pouco tempo para me familiarizar com o grupo LVMH. Por outro lado, fiz muitos estágios no estrangeiro, na McKinsey e na KKR em Nova Iorque".
 
No ano passado, ele passou seis meses em Roma na Fendi "para aprender de A a Z como administrar uma marca", sob a supervisão de Pietro Beccari, o dirigente que permitiu que a Fendi reatasse com um crescimento vigoroso.

Rimowa


Alexandre frequentemente acompanhava seu pai ao Vale do Silício. Em Particular, os dois foram a São Francisco no dia seguinte ao memorável desfile cruzeiro "espacial" de Palm Spring, em maio de 2016.
 
"Sou um Millenial pela minha idade. O mundo digital está em meu sangue. Por outro lado, também estudei informática. É um mundo que me fascina. Fiz programação e construí aplicações. Dentro da minha própria família, pediram-me para gerir os investimentos do Grupo Arnault – holding familiar – na área da tecnologia. E investi em muitas empresas de tecnologia e em várias startups", acrescentou, citando Airbnb, Uber e Spotify.
 
"Assim, conheci vários empreendedores e muitas vezes fui para a Costa Oeste. Meu pai é muito interessado por tudo isso. Vocês sabem que ele gosta da Internet. E com ele, conheci um monte de dirigentes do setor".
 
E se perguntarem o que seu pai conversou com Donald Trump?
"Ah! Seria melhor perguntar a ele!"
 
Eles não falaram da abertura de unidades de produção, em resposta ao desejo expresso pelo presidente americano de repatriar empregos e fábricas aos Estados Unidos?"
 
Mesmo que ele tenha um magnífico CV e uma excelente formação no setor do luxo, sua nomeação para CEO surpreendeu alguns, que até mesmo falaram em nepotismo, depois que Bernard Arnault nomeou seu filho de 26 anos para a direção de uma marca recentemente adquirida.
 
"Tenho muitas coisas a dizer sobre este assunto. A primeira é que sempre fomos empreendedores dentro da LVMH. Meu pai é um símbolo de empreendedorismo francês. Acho que me dar esta oportunidade me ajudará a tornar-me também um empreendedor. Por outro lado, não estarei só. Dieter segue como co-CEO e até agora, eu o vejo no escritório todos os dias. Portanto, trata-se de uma verdadeira parceria, mas juntos. Enfim, é também uma oportunidade para a marca ter em sua direção alguém tão jovem. Alguém que traga ideias inovadoras – em especial no que diz respeito às tecnologias digitais", respondeu o novo dirigente.
 
Depois de 15 anos de estudo, ele fala bem o alemão e já se mudou para Colónia, cidade que viu nascer a Rimowa.

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