H&M suspende compra de couro brasileiro devido a incêndios na Amazónia

A H&M, segunda maior retalhista de moda do mundo, anunciou na quinta-feira (5) que suspendeu a compra de couro brasileiro em sequência das preocupações ambientais geradas pelos incêndios na Amazónia.


Reuters

A H&M, que tem sede na Suécia, segue a medida adotada pela VF Corp, proprietária de marcas de calçado e roupa, incluindo Timberland, Vans e The North Face, que fez um anúncio semelhante na semana passada em resposta aos incêndios.

Milhares de incêndios na Amazónia provocaram uma crise internacional para o Brasil, com protestos públicos e líderes mundiais a expressarem preocupação de que o governo de Jair Bolsonaro não esteja a agir suficientemente para proteger a maior floresta tropical do mundo. No Brasil, cresce o medo de que empresas se afastem do país devido às publicidades negativas relacionadas com os incêndios e a possibilidade de eventuais sanções internacionais.

"Devido aos graves incêndios na parte brasileira da floresta amazónica e às conexões com a produção de gado, decidimos suspender temporariamente a compra de couro ao Brasil", disse a H&M em comunicado. "A suspensão será mantida até que existam sistemas de garantia credíveis para verificar que o couro não contribui para danos ambientais na Amazónia", pode ler-se no documento.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) informou que foi registado este ano o pior número de incêndios desde 2010. Um porta-voz da H&M disse que a grande maioria do couro do grupo é originária da Europa e apenas uma parte muito pequena do Brasil.

Segundo o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), principal grupo comercial de couro do Brasil, o país exportou 1,44 mil milhões de dólares em couro bovino em 2018. Os seus maiores mercados de exportação foram Estados Unidos, China e Itália.

Traduzido por Novello Dariella

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