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H&M compromete-se a utilizar 100% de materiais sustentáveis ​​até 2030

Por
Stylo Urbano
Publicado em
today 12 de abr de 2017
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access_time 3 Minutos
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A segunda maior rede de fast fashion do mundo, o grupo H&M, disse que pretende usar 100% de materiais sustentáveis ou reciclados em suas roupas em 2030. Apesar dos desafios ambientais associados ao enorme volume de produção da empresa, este objetivo está descrito no último relatório anual de sustentabilidade da empresa, divulgado na última semana.
 
O relatório também menciona que a H&M em 2016 foi nomeada a maior consumidora mundial de algodão certificado pela Better Cotton Initiative em suas coleções têxteis e de vestuário.

Visual H&M

 
Desde que começou sua iniciativa de recolher roupas usadas em 2013, a H&M recolheu mais de 39.000 toneladas de tecidos indesejados. Em 2020, a empresa tem como objetivo recolher pelo menos 25.000 toneladas de tecidos a cada ano e, em 2030, pretende usar somente materiais reciclados ou sustentáveis em seus produtos, sendo que hoje esse número é de 26%.
 
A H&M já é a maior utilizadora de algodão certificado pela Better Cotton Initiative e também uma das maiores usuárias de algodão orgânico, poliéster reciclado e Tencel. No momento, cerca de 43% do algodão utilizado pela H&M é proveniente de fontes sustentáveis e a empresa se comprometeu a utilizar somente algodão sustentável até 2020. Para além disso, utilizaram poliéster reciclado proveniente de mais de 180 milhões de garrafas de PET em 2016.

A maioria dos tecidos recolhidos são reciclados e uma pequena proporção são incinerados. No entanto, a proporção de roupas velhas recicladas em novas roupas ainda permanece minúscula, pois a atual reciclagem mecânica consegue obter somente 30% de fibras recicladas tendo que ser misturadas com fibras virgens, e a reciclagem química, que consegue transformar 100% das roupas velhas em fibras novas, ainda permanece no laboratório.
 
Foi para acelerar esse processo que a H&M criou o concurso anual Global Change Award para premiar as 5 tecnologias disruptivas que irão tornar a moda mais sustentável.
 
Recentemente a H&M lançou sua coleção Consciente feita inteiramente a partir de resíduos plásticos recolhidos das praias. Já a empresa espanhola Inditex, o maior grupo de fast-fashion do mundo, investiu mais de 7 bilhões de euros para apoiar suas metas de sustentabilidade ao longo dos últimos cinco anos.
 
Isso inclui melhorar sua coleção de vestuário e programa de reciclagem, investimento numa logística mais ágil, e a modernização das lojas para torná-las mais eco-eficiente.
 
Os investimentos do grupo também abriram caminho para a economia circular, introduzindo recipientes para roupas usadas em todas as lojas da Zara na Espanha, Portugal, Reino Unido, Holanda, Dinamarca e Irlanda, segundo o relatório anual da Inditex de 2016.
 
Estas iniciativas fazem parte do Plano Ambiental 2016-2020 que visa recolher o máximo de roupas possível e depois doá-las a organizações sem fins lucrativos para revenda ou reciclá-las em novos tecidos em colaboração com empresas de alta tecnologia, tais como Hilaturas Ferré ou Lenzing.
 
Além da instalação de mais de 2.000 recipientes em todo o mundo, a plataforma online da Zara lançou um serviço de coleta domiciliar de roupas usadas em colaboração com a Fundação Seur, que pode ser utilizado com qualquer compra. Este serviço foi inicialmente lançado na Espanha e será gradualmente introduzida em outros mercados da marca.
 
Em setembro passado, a Zara lançou a segunda edição de sua coleção de moda sustentável Join Life ​​que prioriza o uso de materiais reciclados e processos de fabricação de vestuário mais ambientalmente responsáveis.
 
A Zara ainda introduziu novo tecido para esta coleção chamado Refibra, que é feito a partir de algodão reciclado e fibra proveniente de florestas geridas de forma sustentável.
 
Inditex colaborou com Lenzing da Áustria para desenvolver este novo material que é feito puramente a partir de materiais reciclados. Bem, pelo menos as duas maiores redes de fast fashion do mundo estão adotando o conceito da economia circular para diminuir o seu impacto socioambiental.

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