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9 de set. de 2015
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Imobiliária Chamartín vende em Portugal quatro centros comerciais em falência

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EFE
Publicado em
9 de set. de 2015

Lisboa – O grupo promotor espanhol Chamartín vendeu quatro centros comerciais que possuía em Portugal e que estavam em processo de falência ao fundo americano Lone Star, confirmou à EFE o administrador encarregado da venda.

Centro comercial de Coimbra (Portugal) - Dolce Vita


Trata-se de quatro centros comerciais que operam sob a marca Dolce Vita, situados em Lisboa, no Porto (norte), Vila Real (norte) e Coimbra (centro), que acumulavam uma dívida conjunta que superava 330 milhões de euros.
 
Os quatro espaços foram postos à venda em maio e foram agora adquiridos pela Lone Star, que era precisamente seu maior credor.

O administrador do processo, Jorge Calvete, não quis revelar à EFE a cifra das quatro vendas.
 
Os centros comerciais Dolce Vita, alguns em fase de desenvolvimento, pertenciam ao grupo português Amorim, que foi adquirido pela Chamartín em 2006 por 500 milhões de euros.
 
O grupo tinha então um plano de expansão que previa a abertura de 30 centros comerciais em vários países da Europa em um prazo de cinco anos, mas a crise econômica o obrigou a abandonar esta estratégia em 2009.
 
A empresa, pressionada pelos bancos para que liquidasse suas pesadas dívidas, conseguiu firmar um acordo para refinanciar 1 bilhão do seu passivo em Portugal em 2013.
 
No entanto, não pôde evitar que a maior parte dos seus ativos em solo luso acabassem em processo de falência (processo de liquidação para saldar suas dívidas com os credores).
 
A Chamartín já perdeu em 2013 a Dolce Vita Braga, que nunca chegou a abrir suas portas e foi entregue ao banco estatal Caixa Geral de Depósitos (CGD).
 
A comercialização deste centro, rebatizado de Nova Arcada, está a cargo da lusa Sonae Sierra e sua abertura está prevista para o próximo ano.
 
O grupo espanhol desfez-se também da sua participação de 50% que possuía no maior centro comercial de Portugal, o Dolce Vita Tejo, situado nos arredores de Lisboa, vendido em janeiro ao fundo britânico Eurofund.
 
O restante dos ativos que a Chamartín possui em Portugal, entre eles vários ativos de escritórios, estão "à espera de avaliações para posteriormente iniciar a promoção da venda", explicou Calvete.

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