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17 de dez de 2020
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Inditex saiu do vermelho ao faturar 671 milhões de euros

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
17 de dez de 2020

A Inditex continua a recuperar do prejuízo de milhões de euros tornado público em 2020. No terceiro trimestre (período de agosto a outubro), a empresa espanhola registou uma queda de 14% no volume de negócios, para 6.052 milhões de euros (-10% à taxa de câmbio constante), enquanto o seu lucro líquido caiu 26% para 866 milhões de euros. Entretanto, a empresa moderou a queda com a abertura de lojas e operações online, saindo do vermelho, e o presidente do grupo, Pablo Isla, adiantou que os resultados são a consequência da boa gestão em todas as áreas da Inditex.


Pablo Isla, presidente do grupo Inditex - Inditex


Ao longo do trimestre, a empresa ainda manteve 5% de sua rede comercial fechada, além de restrições de capacidade e horário em 88% das lojas. Apesar do impacto dessas condições na sua faturação, a queda nas vendas melhorou perante as retrações de 31% e 44% nas vendas no segundo e primeiro trimestres do ano, respectivamente. De acordo com a empresa, o volume de negócios acumulado ao longo do ano foi de 14.085 milhões, -28,9% em relação ao ano anterior. Por sua vez, as operações online continuaram a crescer, aumentando 76% no terceiro trimestre e 75% em nove meses.

Paralelamente, a margem EBITDA diminuiu 18% para 1.848 milhões de euros; enquanto a margem bruta do grupo foi de 3.661 milhões de euros, o que representa 60,5% do volume de negócios.

A sair do vermelho

Pablo Isla considera que os resultados “são a consequência direta de uma gestão muito eficiente em todas as áreas da empresa, com coordenação precisa entre todas as etapas do modelo (design, produto, fabrico, logística, lojas e online). E também são um reconhecimento da capacidade diária de reagir e de se adaptar a um ambiente difícil de prever e do compromisso de oferecer a melhor qualidade de produto e serviço”.

Apesar de ter iniciado 2020 com um prejuízo de 409 milhões de euros, o primeiro da sua história como empresa listada na Bolsa, a Inditex está a recuperar. No segundo trimestre, entre os meses de maio e julho, o conglomerado têxtil faturou 214 milhões de euros, e moderou a queda das vendas para 31%, atingindo 4.730 milhões, graças à reabertura gradual de lojas e ao forte crescimento do canal online. Assim, durante os primeiros nove meses do seu ano fiscal (entre fevereiro e outubro), a empresa-mãe da Zara saiu do vermelho e faturou 671 milhões de euros, -75,3% em relação ao mesmo período de 2019.

Um quarto trimestre de incertezas

Embora a empresa tenha adiantando que as vendas a câmbio constante, entre os dias 1 e 18 de outubro, tenham atingido "os máximos históricos", graças às campanhas para a Black Friday e o Natal, as novas restrições para conter a segunda onda da pandemia ameaçam os resultados dos últimos meses do ano.

Em novembro, 21% das lojas foram fechadas e as vendas à taxa de câmbio constante ficaram 19% abaixo das de 2019. Do dia 1 ao dia 10 de dezembro, a faturação à taxa de câmbio constante moderou o declínio para 13 %, segundo a empresa, que apontou que, atualmente, 8% das lojas estão fechadas e outras 10% serão fechadas no fim-de-semana.

No entanto, a empresa fundada por Amancio Ortega ressalvou os seus esforços para realizar aberturas relevantes em até 25 mercados nos últimos meses. Destacam-se as novidades na China, México, Rússia, Alemanha, Espanha e Arábia Saudita. Por sua vez, a marca mais importante do grupo, a Zara, expandiu-se para 85 mercados com vendas online integradas à rede local de lojas, que se somam aos 106 mercados com vendas online a partir do seu site global.
 

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