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Indústria portuguesa promove-se na Europa

Publicado em
today 7 de out de 2019
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Integrado na Semana de Moda de Paris, o primeiro evento Zona Industrial ModaPortugal foi o ponto de partida de uma campanha de promoção por toda a Europa da capacidade da indústria portuguesa para fazer bem, rápido, com qualidade e sustentabilidade.


Bruno Mineiro, Luís Oliveira, José Alexandre Oliveira,Luís Guimarães, César Araújo, João Neves, Luís Figueiredo, Marco Araújo e Manuel Teixeira


O evento em Paris, no passado dia 30 de setembro, usou os «motores do sector» Calvelex, Paulo de Oliveira, Polopique, Riopele e Twintex para chamar a atenção dos players internacionais para a indústria portuguesa.

Embora a atuação de Conan Osíris, vencedor do festival da canção em Portugal, tenha impressionado e o jantar proporcionado pelo chef Pedro Lemos tenha elevado o olfato e, sobretudo, o palato a outro nível, foram as fábricas – com os seus ruídos, as suas dinâmicas e as suas pessoas –, que preencheram a Galerie Nikki Diana Marquardt, em pleno Marais, a terem o protagonismo.

Numa instalação artística de vídeo e fotografia, os fusos, os teares e as máquinas de costura desfilaram num ritmo frenético e fascinaram os presentes, muitos deles provavelmente a terem contacto, pela primeira vez, com a realidade de uma unidade produtiva.

«São um grupo de cinco das maiores empresas portuguesas, são motores do sector e vieram dar uma ideia aqui, neste que é um dos centros do mundo da moda, daquilo que estamos a fazer em termos de tecnologia e daquilo que nos leva a ir conquistando, com muita dificuldade, clientes um pouco por todo o mundo», explicou Luís Figueiredo, administrador do CENIT.

Cinco por todos

A iniciativa, promovida pelo CENIT – Centro de Inteligência Têxtil e pela ANIVEC – Associação Nacional das Indústrias de Vestuário, Confecção e Moda, juntou pela primeira vez as cinco empresas que, garantiram, mais do que vantagens individuais, procuram uma atenção coletiva. «Se sairmos todos fora da caixa, se nós formos os primeiros a fazê-lo e os outros nos seguirem, vamos conseguir atingir outros mercados com maior rapidez e associar a indústria portuguesa a uma indústria moderna, que fica no radar dos compradores», sublinhou César Araújo. «Estamos aqui a mostrar a fábrica de Portugal», acrescentou.

Como focou Luís Oliveira, administrador da Paulo de Oliveira, «Portugal tem empresas que sabem trabalhar no mundo da moda, desde a fiação à tecelagem e confeção. São empresas válidas, que competem e que são conhecidas internacionalmente», referiu, adiantando, ainda no decorrer do evento, que a iniciativa «está a ter algum impacto».

No fundo, acredita Luís Guimarães, «precisamos de mostrar ao mundo o que é a indústria em Portugal». O presidente da Polopique destacou a resiliência dos últimos anos, face às dificuldades do mercado, e a competência das empresas portuguesas que trabalham nesta área. «Estamos mais bem preparados que qualquer parceiro nosso europeu», referiu.

Sobre a junção de esforços, José Alexandre Oliveira, presidente da Riopele, considera que «temos cada vez que pensar que não há segredos e se conseguirmos estar juntos e estarmos bem juntos, estaremos cada vez mais fortes».

«O que aparece aqui hoje é uma amostra da qualidade portuguesa. Somos cinco mas podíamos ser 100 ou 200, porque em bom rigor, o que estamos a apresentar é aquilo que os portugueses são por convicção. Temos uma herança relevantíssima no sector do têxtil e do vestuário. As cinco empresas que aparecem aqui hoje são inspiradas e inspiradoras e estão juntas para continuar a puxar por este sector a todo o vapor», resume Bruno Mineiro, administrador da Twintex.

Campanha já arrancou

A presença na Semana de Moda de Paris foi o «momento zero» de uma campanha promocional, que começou a 1 de outubro e se vai estender, pelo menos, até ao final do ano.

Estão previstas inserções publicitárias em revistas e jornais do sector, nomeadamente em países como França, Alemanha e Itália, assim como uma forte divulgação nas redes sociais focada na Europa.

«Esta campanha é para dar a conhecer a tecnologia que está associada ao vestuário, para mostrar como nos modernizamos nestes últimos anos», indica Luís Figueiredo. «Tudo o que se vai passar agora vai acrescentar esse interesse sobre aquilo que fazemos e a forma como Portugal está a trabalhar», conclui.

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