Insumos, tecnologia e inovações na feira Colombiatex de las Américas 2016

A feira Colombiatex de las Américas, a mais importante do setor têxtil na América Latina e inaugurada esta terça-feira em Medellín, reúne em sua edição deste ano desde botões a máquinas sofisticadas que imprimem com velocidade, cor e abrem novas possibilidades para confeção e estampados.

Colombiatex, de 26 a 28 de janeiro

Em 11.618 metros quadrados de exibição, a moda marca presença e agrupa 510 expositores nacionais e de mais 23 países, entre eles Argentina, Brasil, Espanha, Índia, México, Portugal e Turquia.
 
Esta exibição, que chega ao fim na quinta-feira, 28, espera acolher cerca de 11.000 compradores de 40 países.
 
"Aqui se conseguem fibras para tecer, aqui se conseguem os botões, os fechos, os acessórios de metal, as etiquetas, bolsas de marca, tecidos para desenvolver diferentes conceitos de moda", disse à Efe a diretora do laboratório de Moda e Económico da Inexmoda, Martha Cálad.
 
A dirigente do Instituto para a Exportação e a Moda (Inexmoda), organizadora do evento, garantiu que esta feira, que planeia alcançar negócios de 300 milhões de dólares, oferece "tudo o que se necessita para desenvolver uma coleção em vestuário e também em decoração e moda lar".
 
Este ano, a proposta dos expositores para esta temporada primavera-verão se agrupa em quatro grandes tendências. "Os 70s chique", Denim ou ganga, Dia de relaxamento e uma última inspirada na Riviera Francesa, explicou Cálad.
 
Assim, as propostas englobam desde a irreverência, o étnico, o boémio dos anos 1970, passando por botas para a prática 'outdoor' e pelos desgastes localizados do denim, pelo minimalismo e cores neutras até às listras náuticas e marítimas com uma paleta de cores que inclui roxo, amarelo, o laranja e o tradicional azul.
 
A oferta colombiana compreende nesta ocasião uma produção de denim com novos processos de lavanderia, bem como com padrões axadrezados, listas e estampados, aponta a porta-voz.
 
Uma das novidades é a presença do Servicio Nacional de Aprendizaje (SENA), que trouxe ao país um scanner 3D que permite tirar as medidas para a elaboração de padrões.
 
A tecnologia, de fabricação americana, faz parte do programa de inovação desta instituição e pretende padronizar os tamanhos usados pela indústria da confeção local e ajustá-la às caraterísticas da população colombiana.
 
Também vale realçar a proposta da empresa colombiana Enka, que oferece em seu portefólio fibras para elaborar tecidos a partir de garrafas plásticas.
 
A feira, em cuja inauguração participou a ministra do Comércio, Indústria e Turismo, Cecilia Álvarez, inclui um pavilhão do conhecimento, com mais de 25 conferências que esperam acolher 13.000 visitantes presentes e 33.000 em linha.

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