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Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
9 de set. de 2021
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Interparfums: primeiro semestre impulsionado pelos Estados Unidos

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
9 de set. de 2021

No primeiro semestre de 2021, o grupo francês Interparfums, especializado na conceção de perfumes sob licença, registou um volume de negócios de 101,3 milhões de euros na América do Norte (num total de 266,3 milhões de euros), um aumento de 54% face ao primeiro semestre de 2019. Um período que oferece uma melhor base de comparação, já que o primeiro semestre de 2020, no qual a Interparfums atingiu vendas na ordem dos 41,6 milhões de euros, foi fortemente marcado pela crise sanitária e pelo encerramento de lojas.


Comunicação do perfume I want Choo, o último lançamento da Jimmy Choo


Destacando que a filial americana da empresa vive um crescimento excecional de 68%, Philippe Benacin, CEO da Interparfums explica: “Os Estados Unidos são um mercado impulsionador no geral, e não só para o nosso grupo. O mercado dos perfumes e cosméticos cresceu 35%”.
 
Do lado da Interparfums, este desempenho no outro lado do Atlântico pode ser explicado em parte pela atividade sustentada dos três líderes do portefólio de marcas do grupo: Montblanc, que no período viu as suas vendas mundiais atingirem 69,4 milhões de euros, Jimmy Choo, que saltou 30% para 60,1 milhões de euros face ao primeiro semestre de 2019, e Coach, que, com vendas de 52,3 milhões de euros, assinala um crescimento de 25%.

Nos Estados Unidos, é também a Jimmy Choo a marca que tem apresentado o melhor crescimento, graças ao lançamento do perfume I want Choo, que chegou a esgotar em alguns pontos de venda.
 
No primeiro semestre de 2021, a América do Norte respondeu assim por 38% das vendas globais da Interparfums, à frente da Ásia (16%) e da Europa Ocidental (14%). França responde, por sua vez, por 8% das vendas do grupo.

Recorde-se que no primeiro semestre de 2021 a Interparfums atingiu um volume de negócios de 266,3 milhões de euros, um aumento de 11,7% face ao primeiro semestre de 2019. O seu resultado líquido atingiu 45,7 milhões de euros face a 27,2 milhões de euros no mesmo período em 2019.
 
Por último, o resultado operacional da Interparfums foi de 65,5 milhões de euros, um aumento de 67% em relação ao primeiro semestre de 2019. A margem operacional foi excecional, 24,7%. No entanto, para o conjunto do ano, esta última deverá rondar os 15%, semelhante ao nível de 2019, devido a despesas de marketing e publicidade mais sustentadas, nomeadamente com o lançamento dos perfumes Moncler.

A Interparfums antecipa um segundo semestre mais complicado devido às tensões na cadeia de aprovisionamento relacionadas com o aumento dos custos das matérias-primas e os problemas de transporte. Philippe Benacin explica: “O baixo nível de stock de produtos acabados e a lentidão na cadeia de aprovisionamento não nos permitem entregar corretamente aos nossos parceiros, situação que perdura desde maio e que poderá continuar até ao início de 2022.”

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