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28 de jul. de 2021
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Isolamentos profiláticos estão a por encomendas em causa

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Jornal T
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28 de jul. de 2021

A imposição de isolamento profilático a trabalhadores com vacinação completa ou teste negativo está a colocar em causa a entrega de encomendas em muitas empresas. A ATP pede algum bom senso e pragmatismo às autoridades de saúde e diz que “é preferível ter as coisas feitas do que coisas perfeitas”.



Para muitas empresas, o cenário que se coloca é renegociar prazos de entrega ou correr o risco de perda de encomendas, um problema que aliado à falta de mão-de-obra e um absentismo a rondar os 20% se vê por estes dias agravado com as regras das autoridades de saúde que impõem o isolamento profilático para os trabalhadores que tenham tido contacto com algum caso positivo de Covid-19. Mesmo aqueles que tenham já a vacinação completa e testem negativo.

Um problema que afeta várias empresas e que levou o presidente da ATP a lançar um alerta. “Corremos um sério risco de as empresas não poderem cumprir com os prazos de entrega das encomendas, com a consequente falta de faturação que pode ser perigosa para a saúde económica ou até para a continuidade de algumas empresas”, disse Mário Jorge Machado esta segunda-feira à RTP, alertando o Governo e as autoridades de saúde.

“A regra deve ser revista por quem de direito, usando algum bom senso e algum pragmatismo e ir de encontro àquilo que o Governo tem vindo a recomendar, que é testar e testar as pessoas consecutivamente ao longo dos dias trabalho, mas quem estiver negativo deve continuar a trabalhar”, disse o dirigente, secundado pelo presidente da AEP – Associação Empresarial de Portugal.

Luís Miguel Ribeiro destacou “as dificuldades com a falta de recursos humanos” que trazem para as empresas uma dupla penalização. “Além de colocarem as empresas numa situação complicada por não poderem cumprir os prazos de entrega das encomendas, podem ser ainda penalizadas por esse incumprimento”, sublinhou.

A solução, reforçou o presidente da ATP, passa pela realização de testes, o que parece não ser um problema de maior para as empresas. “Todos nós sabemos como usar os testes, há boas práticas para a realização dos testes, e devemos procurar encontrar soluções que nos permitam continuar a trabalhar. O ótimo é inimigo do bom, não é a situação ideal em termos de testes rápidos, mas é melhor termos as coisas feitas do que termos coisas perfeitas”, rematou.

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