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Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
6 de fev. de 2020
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3 Minutos
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Itália vê vendas de moda prejudicadas pelo coronavírus e Pandora alerta para congelamento de negócios

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Reuters API
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
6 de fev. de 2020

A indústria da moda italiana espera que as receitas caiam 1,8% no primeiro semestre de 2020 devido ao surto de coronavírus, informou um funcionário do setor, enquanto a fabricante dinamarquesa de joias Pandora alertou que os negócios na China estão paralisados.


Photo: Reuters


Várias marcas de luxo também anunciaram que fecharam as suas lojas na China, o maior mercado de artigos de luxo do mundo, alimentando preocupações de que o setor possa sofrer danos significativos nas vendas caso o vírus não seja contido rapidamente.

Carlo Capasa, presidente da Câmara Nacional da Moda Italiana (CNMI), disse que o surto de coronavírus deverá provocar uma queda de 1,8% na receita da indústria italiana no primeiro semestre do ano.

Berço de marcas como Prada, Armani e Moncler, Itália perde apenas para França entre os países europeus com maiores vendas de artigos de moda e luxo. A faturação total do setor foi de 90 mil milhões de euros no ano passado, ou cerca de 5% do produto interno bruto na terceira maior economia da zona do euro, segundo dados da CNMI.

"Em dezembro, as perspetivas para 2020 eram um regresso à nossa histórica taxa anual de crescimento de cerca de 3%, mas tudo isso mudou com a disseminação do vírus na China", disse Capasa. "O impacto económico total ainda não pode ser calculado, mas teríamos sorte se o setor crescesse 1% este ano."

Os compradores chineses impulsionaram uma década de crescimento para a indústria de artigos de luxo e hoje representam 35% das vendas globais do setor, estimadas em 281 mil milhões de euros no ano passado pela consultora Bain & Co.

Mas, com o coronavírus, regiões da China foram colocadas em quarentena, voos foram interrompidos e muitos chineses cancelam as suas viagens ao estrangeiro, inclusive durante o feriado do Ano Novo Chinês, uma alta temporada de retalho na China e no estrangeiro.

Empresas de todo o mundo alertaram que o surto poderia interromper as cadeias de aprovisionamento ou prejudicar os resultados. A Ralph Lauren disse na terça-feira (4) que fechou cerca de metade das suas 110 lojas na China devido à doença, que até agora já matou mais de 420 pessoas, enquanto a Tiffany & Co, comprada recentemente pela LVMH, também fechou temporariamente várias lojas nas áreas afetadas.

O presidente-executivo da Pandora, Alexander Lacik, disse à Reuters na terça-feira (4), que os negócios na China estão parados, e sublinhou que haverá um prejuízo "sem precedentes”. A empresa dinamarquesa, que tem cerca de 10% das suas vendas anuais realizadas em Hong Kong, China e os seus turistas, fechou 70 das suas 240 lojas na China sob ordens do governo. Segundo Lacik, o tráfego de clientes nas lojas, principalmente de centros comerciais, é "quase nulo”.

Carlo Capasa informou que três estilistas chineses foram forçados a cancelar os seus desfiles na Semana da Moda Feminina de Milão, que se irá realizar entre 18 e 24 de fevereiro, e que cerca de 1.000 chineses anteriormente esperados no evento provavelmente não devem aparecer. "Os chineses gastam muito e para nós isto é bastante relevante", disse Carpasa.

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