Italiana Tod’s espera melhoria das vendas no segundo semestre

O grupo de luxo italiano Tod’s espera que as vendas comparáveis melhorem no segundo trimestre e se convertam em positivas a partir do segundo semestre, disse o diretor financeiro, Emilio Macellari, na quarta-feira.


Ver o desfile
Tod's - outono-inverno 2018 - Moda feminina - Milan - © PixelFormula

Numa teleconferência sobre as vendas do primeiro trimestre, o diretor financeiro disse aos analistas não estar preocupado com as vendas comparáveis do primeiro trimestre, que desceram 4,4% em relação ao ano anterior. Macellari disse esperar que as vendas comparáveis se tornem positivas já no segundo trimestre.

O responsável disse também na quarta-feira, numa declaração da empresa, que as vendas do primeiro trimestre estão alinhadas com as expectativas da empresa, já que o impacto do novo modelo de negócios ainda é visível.

Já no início de janeiro, o diretor financeiro havia dito que os resultados da nova equipa de gestão da empresa seriam visíveis a partir da segunda metade do ano. "Se a implementação do novo plano estratégico continuar de acordo com as nossas expectativas, podemos alcançar excelentes resultados num prazo razoável", acrescentou a declaração.

Macellari reiterou que a empresa está focada em gerar crescimento a médio prazo.

As vendas do primeiro trimestre caíram 5,2%, para 226,1 milhões de euros, um decréscimo de 1,8% a taxas constantes.
 
Os artigos de pele e merchandising foram os que registaram mais problemas, visto que as carteiras pequenas, que não geram tanto lucro, são as que mais vendem, segundo Macellari. Por outro lado, os sapatos da Tod’s, conhecida pelos seus mocassins Gommino, são mais indicados para o verão.
 
Por marcas, as vendas da Tod’s diminuíram 2,8% para 119,6 milhões de euros, as receitas da Hogan caíram 6,1% para 55,7 milhões de euros e as vendas da Roger Vivier diminuíram 8,7% para 37,8 milhões de euros. A Fay registou uma queda de 12,2% para 12,8 milhões de euros.

Por categoria, as vendas de calçado caíram 4,2%, para 182,2 milhões de euros e as vendas de artigos de couro e acessórios caíram 8,5%, para 29,6 milhões de euros. As vendas de vestuário diminuíram 10,2% para 14,1 milhões de euros.
 
Por região, as vendas em Itália desceram 11,6% para 70,2 milhões de euros. As receitas do grupo no resto da Europa subiram 0,5% para 57,6 milhões de euros e as vendas nas Américas caíram 8,5% para 15,4 milhões de euros.

As vendas na Grande China baixaram 3,2% para 48,7 milhões de euros, enquanto as vendas no resto do mudo diminuíram 1,4%, para 34,2 milhões de euros.

A 31 de março, o grupo contava com 276 lojas próprias e 118 lojas em regime de franchising.

As vendas em lojas próprias totalizaram 127 milhões de euros, menos 7,1%, enquanto as receitas dos franchisings caíram 2,6% para 99,1 milhões de euros.
 
Relativamente aos planos da empresa de oferecer várias coleções ao longo do ano, o diretor financeiro acrescentou que a empresa provavelmente lançará novos produtos a cada dois meses.

A nova estratégia, apelidada de " Factory", terá como objetivo o lançamento de várias coleções ao longo do ano para criar um melhor vínculo com os clientes, com foco nos artigos mais clássicos da empresa.

A estratégia, anunciada em fevereiro, segue os passos da marca italiana de outerwear Moncler, que em fevereiro disse adeus às passarelas para se concentrar em lançar mensalmente novos produtos.

Benjamin Fitzgerald com Reuters

Traduzido por Estela Ataíde

© Thomson Reuters 2018 Todos os direitos reservados.

Luxo - Pronto-a-vestirLuxo - AcessóriosLuxo - CalçadosRelojoariaJoalhariaNegócios
SUBSCREVA A NOSSA NEWSLETTER