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Portugal Textil
Publicado em
10 de fev de 2021
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3 Minutos
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ITV perde mais de €570 milhões em exportações

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Portugal Textil
Publicado em
10 de fev de 2021

No ano passado, a indústria têxtil e vestuário portuguesa vendeu 4,64 mil milhões de euros ao exterior, o que representa uma queda de 11% face a 2019. O vestuário foi o mais penalizado, sobretudo o de tecido, onde as exportações registaram uma queda de 25,5%.



De acordo com os números do INE – Instituto Nacional de Estatística divulgados hoje, entre janeiro e dezembro do ano passado, as exportações nacionais de têxteis e vestuário baixaram 571,9 milhões de euros em comparação com o valor de 2019, quando atingiram os 5,26 mil milhões de euros, que representou já uma descida de 1% face ao valor recorde de 5,31 mil milhões de euros em 2018.

O vestuário foi a área mais afetada, com o registo de uma diminuição de 17,3%, o que representa uma perda de 542,2 milhões de euros, para 2,56 mil milhões de euros, em comparação com 3,13 mil milhões de euros em 2019.

O vestuário e seus acessórios, de malha, foi a categoria mais atingida em termos absolutos, com uma perda de 290,6 milhões de euros no ano passado, equivalente a uma descida relativa de 13,6%. Já em termos percentuais, o vestuário e seus acessórios, exceto de malha, foi mais penalizado, com uma queda de 25,5%, ou menos 251,6 milhões de euros.

«A queda era esperada, até porque a situação sanitária tem piorado e muitos países têm imposto confinamentos à população e o encerramento de lojas, o que faz com que o consumo e, consequentemente, as encomendas para Portugal se ressintam», afirma César Araújo, presidente da ANIVEC, em comunicado. «Mas há empresas com quedas ainda superiores na sua atividade, nomeadamente as que trabalham no vestuário de tecido e uniformes, que são áreas particularmente afetadas, que estão, por isso, numa situação muito difícil. É preciso apoiar estes negócios, para que, no final desta pandemia, a indústria de vestuário, que emprega mais de 90 mil pessoas, continue a garantir o crescimento dos postos de trabalho e dos rendimentos, como tem feito ao longo das últimas décadas», explica.

Máscaras relevantes

No que diz respeito às restantes categorias, apenas três têm uma evolução positiva em 2020 face a 2019: outros artefactos têxteis confecionados; pastas (ouates), feltros e falsos tecidos; e outras fibras têxteis vegetais, fios de papel e tecidos de fios de papel.

A primeira, que engloba a maioria dos têxteis-lar, regista um crescimento de 19,1%, para 766 milhões de euros, com um saldo positivo de 122,7 milhões de euros, e deve a sua evolução sobretudo às máscaras.

Já a segunda teve um aumento nas exportações de 5,9% equivalente a um acréscimo de 15,3 milhões de euros, para 274,9 milhões de euros, e a terceira somou mais 6,6%, ou 512 mil euros, para 8,3 milhões de euros.

Menos negativa é ainda, entre as principais categorias das exportações da ITV, a queda nas exportações de algodão (-3,5% ou menos 5,4 milhões de euros, para 148,4 milhões de euros), de tecidos impregnados, revestidos, recobertos ou estratificados e artigos para usos técnicos de matérias têxteis (-10%, equivalente a 28,6 milhões de euros, para 258,4 milhões de euros) e tecidos de malha (-11,5%, que representa menos 15,2 milhões de euros, para 117,6 milhões de euros).

Espanha cai, França cresce

Em termos geográficos, as exportações para dentro da UE (já sem o Reino Unido), registaram uma descida de 19,4%, enquanto que os envios para fora da UE subiram 26%.

Por mercados individuais, e entre os 10 principais destinos, Espanha registou a maior queda. O país, que continua a ser o maior consumidor do têxtil e vestuário “made in Portugal”, comprou menos 24,6%, ou seja, menos 392,5 milhões de euros, com as compras a ficarem-se em 1,21 mil milhões de euros.

Os envios para Itália registaram igualmente uma queda de dois dígitos (-13,4%, equivalente a menos 43,5 milhões de euros), enquanto para os Países Baixos a descida foi de 8,7% e para Suécia foi de 7,4%.

Já pela positiva destaca-se o mercado francês, com uma subida de 5% das exportações, equivalente a mais 33,8 milhões de euros, para 704,4 milhões de euros, a Dinamarca (+7,9%, representando mais 6 milhões de euros), a Bélgica (+2,9% ou 2,8 milhões de euros) e a Alemanha (+1,1%, equivalente a mais 4,9 milhões de euros).

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