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Estela Ataíde
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11 de set. de 2018
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JD Sports continua a crescer, número de lojas aumenta e vendas e lucros disparam

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
11 de set. de 2018

It was a good first half for fast-expanding sport-to-lifestyle retailer JD Sports Fashion as the company said on Tuesday that the 26 weeks to August 4 produced record figures and that the second half has started with sales trends similar to the first. 


JD Sports/Ellesse


Se olharmos para os números num momento em que muitos players do setor da moda lutam para sobreviver, nem os menos experientes com números podem deixar de se surpreender: os lucros aumentaram 35% para 1846 milhões de libras (cerca de 2075 milhões euros), o lucro bruto foi de 48,2%, superando o lucro de 47,4%, o lucro com base no Ebitda foi de 26%, para 171,8 milhões de libras (193 milhões de euros), e o lucro antes de impostos aumentou 19% para 121,9 milhões de libras (cerca de 137 milhões de euros).
 
O que está por trás deste crescimento? É claro que a empresa vendeu uma elevada quantidade de produto e conseguiu obter mais vendas nos seus espaços existentes, enquanto as vendas comparáveis aumentaram uns encorajadores 3% em relação aos complicados antecedentes do Reino Unido. E a rentabilidade na principal divisão de Sports Fascias do Reino Unido e Irlanda melhorou ainda mais com o aumento das margens.

Mas, a empresa também gerou maiores vendas ao expandir a sua rede de lojas no Reino Unido, um aumento líquido de 18 novas lojas JD em toda a Europa continental e 21 na região Ásia-Pacífico, incluindo as primeiras lojas na Coreia do Sul e Singapura e lojas adicionais tanto na Malásia como na Austrália.

Além disso, a aquisição da Finish Line nos Estados Unidos aumentou significativamente o seu alcance internacional, ainda que a contribuição da Finish Line para este período tenha sido insignificante. Mas, o negócio dos Estados Unidos deverá ter um grande impacto a partir de agora, e a empresa tem grandes planos no país, com um teste da cadeia JD que começará no segundo semestre do ano.


JD Sports/Puma


O presidente-executivo Peter Cowgill declarou que, até ao momento, as vendas do segundo semestre se mantiveram em níveis semelhantes aos do primeiro, apoiando a “confiança contínua na solidez da proposta da JD".

Cowgill também fez declarações interessantes sobre o retalho físico, explicando que a JD está comprometida com as lojas físicas, uma vez que as considera relevantes para o futuro. "Esperamos que o comércio eletrónico aumente a sua quota nas vendas globais dos nossos principais mercados no Reino Unido e na Irlanda", disse. Mas, acrescentou: "A natureza normalmente social das viagens de compras dos consumidores e a natureza impulsiva das suas decisões de compra combinadas com a importância do dinheiro para uma alta proporção do nosso grupo demográfico, faz-nos esperar que o retalho físico mantenha quase toda a sua importância atual.”

"A loja continua a ser essencial para o reconhecimento da marca, o desejo do cliente de ver, tocar e testar o produto, e a nossa capacidade de proporcionar múltiplos pontos de entrega. Portanto, não antecipamos uma mudança substancial no tamanho da nossa rede lojas no Reino Unido e na Irlanda, embora continuemos a trabalhar com os proprietários para garantir que a nossa carteira de arrendamentos tem a máxima flexibilidade e o menor custo possível."

O responsável também explicou que a melhoria do lucro se deveu não só ao aumento das vendas, mas também a melhores margens obtidas no Reino Unido: "Temos mantido uma abordagem muito rigorosa à gestão das vendas diretas e decidimos deliberadamente não entrar desnecessariamente no desconto reativo a curto prazo, enquanto a nossa proposta continuar a ser bem diferenciada."

Além do Reino Unido, na Península Ibérica a empresa continua a trabalhar na integração da cadeia Sport Zone nas operações comerciais da Sprinter, e na Ásia-Pacífico planeia abrir mais lojas no segundo semestre, as primeiro das quais na Tailândia, que abrirão em breve.

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