Kering (Gucci, Yves Saint Laurent…) confiante após um 2016 recorde

O grupo Kering exibiu sua confiança para 2017, na passada sexta-feira, 10 de fevereiro, a despeito de um ambiente "incerto", depois do anúncio de um novo ano recorde puxado pelos desempenhos das suas principais marcas, Gucci e Yves Saint Laurent. Em 2016, o grupo de luxo e suas cerca de vinte marcas – dentre as quais também Gucci, Yves Saint Laurent, Bottega Veneta, Balenciaga ou ainda Puma – viu seu lucro líquido avançar 16,9%, alcançando 813,5 milhões de euros, segundo seu comunicado.

Gucci, primavera-verão 2017 - © PixelFormula

Suas vendas totalizaram 12.380 milhões de euros, exibindo avanço de 6,9% em dados publicados e de 8,1% em dados orgânicos, ou seja, um volume de negócios superior ao consenso do fornecedor de serviços financeiros Factset, que contava com 12.270 milhões e 7% de crescimento orgânico.
 
O resultado operacional corrente do grupo atingiu "um nível histórico" com 1.880 milhões de euros, exibindo avanço de 14,5%.
 
"É uma excelente performance, o grupo Kering se sai melhor do que as expectativas. O volume de negócios registra o crescimento anual mais elevado do grupo desde 2012, graças a uma bela e clara aceleração no segundo semestre", resumiu o diretor financeiro Jean-Marc Duplaix durante uma conferência telefônica.
 
Apesar de "um setor em mutação", o grupo "cresceu mais fortemente que seus pares", declarou o CEO, François-Henri Pinault, citado no comunicado, saudando em especial "os desempenhos espetaculares da Gucci e Yves Saint Laurent", cujas vendas avançaram 12,7% e 25,5% respetivamente (em dados orgânicos) sobre um ano.
 
Essas duas marcas permitem à divisão Luxo, locomotiva do grupo com quase dois terços do volume de negócios, ultrapassar os 8 mil milhões de venda e crescer 7,8%.
 
Por outro lado, a Bottega Veneta – que perdeu no ano passado seu posto de segunda grife do grupo para a Yves Saint Laurent – acaba o ano ainda em tormenta, com vendas em retração de 9,4%, "penalizadas pela desaceleração dos fluxos turísticos aos quais ela está particularmente exposta".
 
Para 2017, o grupo Kering não fornece expectativas numéricas, mas destaca que "em um ambiente macroeconómico e geopolítico incerto", vai "dar continuidade à dinâmica comprometida, concentrando-se no crescimento orgânico das casas de moda e na criação de valor em escala do grupo".
Citando "fundamentos bastante sólidos" e um portefólio equilibrado de marcas "com forte potencial", o grupo aponta que "dará continuidade em 2017 a uma direção e uma alocação rigorosa dos seus recursos, em vista de melhorar de novo seu desempenho operacional e a rentabilidade dos capitais empregues".

Traduzido por Anderson Alexandre Da Silva

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